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Montenegro: "Francamente, será indesculpável não aproveitar a oportunidade" e assinar acordo sobre leis laborais

08 abr, 2026 - 23:55 • Manuela Pires

Na véspera da reunião do secretariado nacional da UGT, o primeiro-ministro pressiona a central sindical a assinar um acordo na concertação social.

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Montenegro: “Francamente, será indesculpável não aproveitar a oportunidade” e assinar acordo sobre leis laborais

A poucas horas da UGT decidir se assina ou não o acordo sobre as alterações às leis laborais, em sede de concertação social, o primeiro-ministro avisa que não há qualquer desculpa para rejeitar o pacote laboral porque só assim vai ser possível no futuro pagar melhores salários.

No discurso de abertura da reunião do Conselho Nacional, esta quarta-feira à noite, Luís Montenegro pressionou a UGT a aceitar um acordo.

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“Francamente, com toda a aproximação que foi já denotada por todos os intervenientes, em particular pelo Governo, estou muito à vontade, acompanho a par e passo, ao dia, à hora e ao minuto, tudo aquilo que foi feito e está a ser feito, será, de facto, indesculpável que o país não aproveite esta oportunidade para criar as condições para podermos pagar melhores salários e para podermos ter empresas mais competitivas”, disse Luís Montenegro.

O primeiro-ministro voltou a lembrar que o Governo assinou 39 acordos com sindicatos da administração pública e agora quer alargar esse recorde ao pacote laboral que está em negociação na concertação social.

Com a ministra do Trabalho na sala, Montenegro elogiou Maria do Rosário Palma Ramalho: tem “feito um esforço notável de aproximação com todos os parceiros sociais”.

Montenegro avisa que os parceiros sociais não podem perder esta oportunidade que permite valorizar salários e aumentar a competitividade da economia.

“Será, do nosso ponto de vista e do meu particularmente, um ato de desvalorização e de desconsideração sobre as condições de remuneração e de progressão das remunerações em Portugal, se nós não aproveitarmos esta oportunidade. Digo isto com total respeito pelas condições negociais de cada parceiro”, rematou o primeiro-ministro.

Num discurso de 30 minutos, Montenegro elogiou o bom desempenho do Governo e os bons resultados da execução orçamental, lembrou as medidas tomadas ao longos dos últimos dois anos e garantiu que se for necessário o governo toma medidas para aliviar o aumento do custo de vida.

Montenegro garante que o executivo vai continuar na próxima semana tomar "as medidas que forem adequadas, com equilíbrio, com sentido de responsabilidade, com um sentido de adaptação à realidade".

"Isto exige sentido de responsabilidade, sentido de oportunidade, não cairmos na tentação de acorrer, aqui com esse duplo significado, de acorrer e de ir a correr, com soluções que parece que resolvem tudo e depois não resolvem nada", disse.

“Se algum dia for preciso sacrificar esse resultado para que as pessoas sofram menos impacto e para que a economia também possa suster impactos mais negativos, nós tomaremos as medidas respetivas. Porque, felizmente, para Portugal, se tivéssemos um pequeno défice, continuávamos a ser mesmo assim os campeões da estabilidade financeira e económica na Europa”, concluiu o primeiro-ministro.

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  • Eu digo-lhe
    09 abr, 2026 o que é indesculpável 08:24
    "Indesculpável", indesculpável, é o desperdício diário duma maioria de Direita com votos dados por pessoas que queriam mudança e não uma estagnação tipo xuxialista, desta vez com cores laranjas. Indesculpável é este pacote arrastar-se sem ter ido a votos na AR. Indesculpável são as cedências que faz ao PS, uma força derrotada em Eleições e de forma que não deixou dúvidas. Indesculpável é gerir o dia a dia em lugar de fazer Reformas. Isso é que é indesculpável. E já agora, porque não houve serviços mínimos na Greve do Metro?

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