Energia: Governo aprova linha de crédito de 600 milhões para ajudar empresas
09 abr, 2026 - 17:27 • Ricardo Vieira
A Linha Portugal - Resiliência Energética vai ser implementada através do Banco de Fomento, disse o ministro da Presidência.
O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma linha de crédito de 600 milhões de euros para empresas especialmente atingidas pelo aumento do preço da energia.
A Linha Portugal - Resiliência Energética – que já tinha sido anunciada no início do mês vai ser implementada através do Banco de Fomento, disse o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, em conferência de imprensa.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
"Significa que o Estado entregará uma garantia bancária que cobrirá parte do capital em dívida: 70% nas empresas médias e grandes, 80% do capital nas outras empresas, que permitirá condições de financiamento mais vantajosas para que as empresas consigam enfrentar um tempo difícil", explicou o governante.
Esta linha terá “condições de financiamento mais vantajosas para que as empresas consigam enfrentar um tempo difícil, que preocupa todos os portugueses”, apontou.
Leitão Amaro sublinhou que este apoio vem na linha de outras medidas que o Governo tem adotado, “de forma dirigida e consciente”, acrescentando que o executivo de Luís Montenegro está “naturalmente preocupado e a fazer a sua parte, que é agir”.
Em resposta aos jornalistas, o ministro da Presidência referiu que a linha recorre ao Fundo de Garantia Mútua para assegurar o capital, em função da dimensão da empresa.
Já relativamente às condições, especificou apenas que a maturidade é de cinco anos, com um ano de carência, e um ‘spread’ mais vantajoso do que o praticado pela banca comercial.
"Há uma intervenção do Estado para que o crédito chegue onde não poderia chegar e com condições mais vantajosas. Essas condições constarão da ficha desta linha e serão aprovadas pelos membros do Governo das áreas das Finanças e da Coesão Territorial”, rematou.
Em 2 de abril, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já tinha anunciado o lançamento desta linha de apoio, precisando que se destina a financiar as empresas cujos custos de energia representam mais de 20% dos seus custos de produção.
A linha “vai reforçar a capacidade das empresas para responder à instabilidade internacional e para proteger a nossa competitividade, o nosso emprego e a resiliência do nosso tecido produtivo nacional”, disse numa cerimónia em que assinalou dois anos da tomada de posse como primeiro-ministro.
- Noticiário das 1h
- 15 abr, 2026








