Conselho de Ministros
Lei Laboral: Governo garante que a "porta está aberta" para negociar com a UGT
09 abr, 2026 - 17:42 • Tomás Anjinho Chagas
Leitão Amaro assegura que o executivo não fecha a porta à negociação com a UGT – que esta quinta-feira recusou a reforma à lei laboral. Governo aprovou novas medidas de "combate à burocracia", para evitar tempos de espera "inaceitáveis".
O Governo assegura que a "porta está aberta" para continuar a negociar com a UGT as alterações à lei laboral.
A posição foi transmitida esta quinta-feira pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, que foi questionado pela recusa da UGT em relação ao pacote do Governo.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
"Vamos aguardar a receção da resposta oficial da UGT, mas o Governo está, como esteve sempre, com a porta aberta da negociação", afirmou, durante o briefing do Conselho de Ministros.
Questionado para que serve a porta aberta, Leitão Amaro esclarece: "Para completar a negociação", e vinca que a UGT mantém a vontade de manter o diálogo com o Governo.
Sobre as condições anunciadas pelo Chega para aprovar a lei no Parlamento, o ministro da Presidência não quis comentar.
Vistos prévios desaparecem até 10 milhões
Nesta conferência de imprensa, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou ainda a criação de uma série de medidas de "combate à burocracia", de forma a evitar que um problema com o Estado demore um "tempo inaceitável".
A ideia passa por acelerar processos e apostar na fiscalização posterior à contratação pública. Portugal tem um regime de fiscalização prévia, em que muitos contratos ficam pendentes de aprovação, atrasando, por exemplo, obras públicas.
As novas regras isentam o visto prévio para obras até aos 10 milhões de euros, serão 90% dos contratos públicos, explicou o ministro da Reforma do Estado, Gonçalo Matias.
"Fazêmo-lo de forma responsável e gradual, não radical", garante. Na visão do Governo, havia decisões do Tribunal de Contas que iam para além da sua jurisdição e entravam no campo da decisão política.
Trata-se de uma proposta de lei, pelo que tem ainda de ser aprovado no Parlamento antes de entrar em vigor.
Novas medidas para a economia
O Governo anunciou ainda um pacote de 600 milhões de euros para apoiar as empresas a enfrentar a escalada dos preços da energia.
Uma das medidas também anunciadas foi a equiparação do pagamento das despesas de funerais de crianças e pessoas com deficiência aos restantes funerais. Até aqui, o subsídio atribuído pela Segurança Social era francamente mais baixo porque a lei considerava os anos de carreira contributiva.
- Noticiário das 2h
- 17 abr, 2026







