Trabalho
Pacote laboral: Seguro quer acordo com a UGT e apela à continuação do diálogo
09 abr, 2026 - 19:23 • Susana Madureira Martins , com redação
Presidente da República diz que será coerente, ou seja, não promulgará uma revisão da lei laboral sem acordo com a central sindical.
O Presidente da República apela ao diálogo e diz que mantém o que disse sobre a reforma laboral: se não houver acordo com a UGT não promulga a versão que lhe chegar a Belém.
No dia em que a UGT rejeitou a proposta do Governo e o Chega admitiu viabilizar a reforma laboral no Parlamento mediante condições, António José Seguro apela à paz social e ao diálogo para chegar a um acordo sobre a reforma laboral.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
"Eu serei sempre coerente com as declarações que fiz e considero que o país precisa muito de diálogo. Ainda não foi possível chegar a esse entendimento, segundo as declarações da UGT, mas eu renovo essa necessidade de que o diálogo nunca se esgote, porque é através do diálogo que pode haver convergência", afirmou o Presidente da República, em Pedrógão Grande.
António José Seguro afirma que Portugal tem "muitos problemas" e é importante manter a paz social.
"O país tem muitos problemas, alguns muito evidentes nesta Presidência Aberta, portanto, era importante que nós tivéssemos um espírito de paz social e de tranquilidade e uma convergência entre os trabalhadores e os empresários, e espero que todos façam a sua parte", apelou em mais uma paragem da Presidência Aberta.
A UGT aprovou esta quinta-feira por unanimidade uma resolução na qual rejeita a proposta de revisão de alteração à legislação laboral apresentada pelo Governo.
Depois de uma reunião do secretariado nacional da central sindical, a UGT diz constatar uma "insuficiente aproximação negocial".
O Governo assegura que a "porta está aberta" para continuar a negociar com a UGT as alterações à lei laboral. A posição foi transmitida esta quinta-feira pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro.
"Vamos aguardar a receção da resposta oficial da UGT, mas o Governo está, como esteve sempre, com a porta aberta da negociação", afirmou, durante o briefing do Conselho de Ministros.
- Noticiário das 3h
- 17 abr, 2026












