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Paulo Raimundo não acredita que UGT aprove alterações à lei laboral

09 abr, 2026 - 10:38 • Lusa

O secretário-geral do PCP afirma que “todos aqueles que representam os trabalhadores não podem estar de acordo" com medidas e leis que "na prática se traduzam no retrocesso da vida dos trabalhadores".

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O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou esta quinta-feira não acreditar que a UGT decida dar “luz verde” à proposta de alterações à legislação laboral em sede de Concertação Social, sustentando que, mesmo que isso aconteça, os trabalhadores já rejeitaram estas mudanças.

O líder comunista, que falava aos jornalistas durante uma ação de contacto com os trabalhadores da Segurança Social, em Lisboa, respondia a perguntas sobre a reunião desta quinta-feira do secretariado nacional da UGT para decidir sobre um eventual acordo em sede de Concertação Social sobre o pacote laboral.

Paulo Raimundo disse que a “UGT tomará as decisões que entender”, mas defendeu que, independentemente do que for decidido, “os trabalhadores, em particular os mais jovens e as mulheres que são aqueles que são os principais alvos deste pacote liberal, já o rejeitaram e não vão aceitar nem permitir mais ataques aos seus direitos”.

Raimundo argumentou que, depois da greve geral e de várias manifestações já realizadas - a par de uma outra que está agendada para o dia 17, convocada pela CGTP -, ficou clara a rejeição dos trabalhadores em relação a este pacote laboral, sublinhando que “o que determina e aquilo que vai decidir é a voz dos trabalhadores”.

“Cada um tomará as suas decisões, não pode deixar de ter em conta esta realidade objetiva”, acrescentou.

O líder do PCP considerou ainda que a proposta do Governo não altera o que está mal na atual legislação e “acrescenta ainda coisas piores” como “mais precariedade, mais desregulação, mais ataques aos salários e mais ataques aos direitos”.

“Isto é o que está em cima da mesa e não vale a pena o Governo fazer a manobra de querer comparar este texto de hoje com o texto inicial. Nós temos que comparar o texto de hoje com a atual lei, que é isso que vai estar em causa”, enfatizou.

Questionado sobre o facto de o Presidente da República, António José Seguro, ter desejado disponibilidade para o diálogo em torno da legislação laboral, Paulo Raimundo afirmou que o Chefe de Estado, enquanto candidato, “fez um conjunto de afirmações que falam por si”, nomeadamente ao criticar a “oportunidade deste pacote laboral” e ao alertar para um retrocesso nos direitos.

Raimundo disse ainda estar convencido de que “é possível evitar que o Presidente seja confrontado com um pacote laboral que não serve”.

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  • Com Passos Coelho
    09 abr, 2026 há muito que estaria resolvido 12:47
    Com o Passos Coelho isto já teria ido a votos e uma vez aprovado, estava para promulgação, estando a Direita pronta para repetir a votação e reenviar para promulgação, caso o Seguro tivesse ideias de vetar. Só que não está lá Passos Coelho. Quem lá está é Montenegro, o Frouxo.

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