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Presidência Aberta

"Não pode ficar tudo na mesma" após mau tempo. Seguro pede rapidez nos apoios

10 abr, 2026 - 20:39 • Susana Madureira Martins , com redação

No encerramento da sua primeira Presidência Aberta, o chefe de Estado garantiu que vai manter a vigilância e defende a necessidade urgente de limpeza das florestas antes da época de incêndios.

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"Não pode ficar tudo na mesma" após mau tempo. Seguro pede rapidez nos apoios
"Não pode ficar tudo na mesma" após mau tempo. Seguro pede rapidez nos apoios. Foto: Paulo Novais/Lusa

O Presidente da República avisou esta sexta-feira que vai manter-se vigilante em relação aos apoios às populações afetadas pela tempestade Kristin. "Não pode ficar tudo na mesma. Não pode continuar tudo na mesma", afirmou.

A minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em participar do Estado, de tirar daqui ilações também vai continuar”, afirmou António José Seguro, num balanço sobre a Presidência Aberta desta semana pela região centro.

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Na próxima quinta-feira, o Presidente vai reunir-se, no Palácio de Belém, com especialistas em catástrofes relacionadas com o mau tempo, mas também na prevenção de incêndios.

Depois de ver milhares de árvores caídas nos territórios atingidos pelas tempestades, Seguro diz-se ainda preocupado com o verão e a época de incêndios que aí vem, e a necessidade urgente de limpeza das florestas.

O Presidente da República quer que sejam tiradas ilações sobre o que correu mal após a tempestade e exige ainda um relatório que explique o que se passou na resposta às populações.

“Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento que explique também o que se passou nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro. É impossível tirar ilações se não soubermos corretamente o que correu bem, o que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde”, declarou.

Neste balanço da Presidência Aberta pela região centro, Seguro manifestou “muita preocupação com a falta de redundância de telecomunicações, de fornecimento de energia elétrica, da desobstrução de redes viárias e da comunicação que deve existir”.

No seu périplo, constatou que, mais de dois meses após as tempestades, “ainda hoje há empresas que só funcionam através de Starlink”, ou seja, ligação por satélite.

O chefe de Estado considera que tirar ilações para o futuro é também um passo para organizar e preparar melhor os recursos da Proteção Civil para responder a catástrofes.

“Dou um exemplo: a questão dos geradores. Há unidades e infraestruturas críticas, sobretudo unidades de saúde e de apoio a pessoas mais vulneráveis, como lares de idosos, que precisam de redundância no caso de haver uma interrupção do fornecimento de energia elétrica”, sublinha.

O chefe de Estado falava aos jornalistas depois de uma reunião, de cerca de duas horas, com a qual marcou o fim da Presidência Aberta, a primeira do seu mandato, que durante cinco dias percorreu os concelhos mais afetados pelo mau tempo do início do ano.

[notícia atualizada às 21h28]

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