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Conversa de Eleição

"Preocupação excessiva com a comunicação pode significar desgaste muito grande do Governo", diz Medina

13 abr, 2026 - 16:43 • Filipa Ribeiro

O antigo ministro das Finanças considera "dinheiro muito mal gasto" o investimento feito pelo Governo em nova plataforma de clipping. Fernando Medina considera "inútil" parte do trabalho de algumas empresas como a recém contratada pelo Executivo. Noutro plano, Miguel Poiares Maduro considera que se está a fazer "uma tempestade num copo de água" e que investir em comunicação "é normal".

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O antigo ministro das Finanças, Fernando Medina considera que o investimento do Governo numa nova plataforma de clipping é "dinheiro muito mal gasto" e avisa que "quando os Governos se começam a preocupar excessivamente com a dimensão da comunicação quer dizer que já estão num nível de desgaste muito grande".

No programa Conversa de Eleição da Renascença, que será publicado esta segunda-feira, o antigo governante considerou que o trabalho desenvolvido por empresas como o recente contrato feito pelo executivo é "relativamente inútil".

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Fernando Medina questiona o contributo que uma empresa que analisa potenciais riscos dará "quando se tem uma ministra da Saúde e uma política de Saúde em que todos os indicadores estão piores".

"Não se muda a ministra, não se muda a política. Vamos contratar de empresa de comunicação para fazer o quê?", critica.

O antigo ministro das Finanças entende ainda que "nenhum software" irá resolver questões como a "ministra do Trabalho dizer que temos um mundo das relações laborais desequilibrado em favor dos trabalhadores". "Não é preciso um medidor de redes sociais para ver a forma como se falhou no combate às intempéries e às cheias", sublinha.

Fernando Medina aponta ainda que os 40 mil euros podiam "ter sido melhor gastos em outras coisas".

"Tempestade num copo de água"

Visão diferente tem Miguel Poiares Maduro. O antigo ministro do PSD considera que se "está a fazer uma tempestade num copo de água" por considerar que a comunicação é um exercício da função governativa.

O social democrata considera que ter serviços de clipping e que antecipam nas redes sociais o que está a ter maior ou menor impacto é "normal". Miguel Poiares Maduro realça que no novo contrato do Governo não se coloca em causa a monitorização de jornalistas, como foi avançado inicialmente.

Sobre o investimento, Poiares Maduro reconhece que não é prioritário, mas entende que o mesmo "não parece ser significativo no âmbito das despesas de todos os governos em matéria de comunicação".

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