Trabalho
Seguro vai ouvir parceiros sociais sobre lei laboral a 22 de abril
18 abr, 2026 - 20:33 • Diogo Camilo , Susana Madureira Martins
Presidente da República marcou audiências individuais com confederações sindicais e patrões para a primeira data possível na agenda, depois da visita a Espanha e da receção a Lula da Silva.
O Presidente da República, António José Seguro, vai reunir-se com parceiros sociais na próxima quarta-feira, numa altura em que o Governo procura ainda um acordo para reformar a lei laboral.
Em nota na Página da Presidência, Seguro anuncia que marcou as audiências individuais com os parceiros sociais para "o primeiro dia logo após a visita oficial a Espanha e a visita do Presidente do Brasil a Portugal", que será o dia 22 de abril.
Esta é o primeiro dia possível na agenda do Presidente da República para poder receber e ouvir confederações sindicais e representantes de patrões, sabe a Renascença.
As audiências acontecem após a Presidência Aberta da semana anterior na região Centro do país, a audição aos especialistas sobre fenómenos atmosféricos e a reunião do Conselho de Estado. A 10 de abril, na Praia da Vieira, durante a Presidência Aberta, Seguro foi recebido com um pequeno protesto relativo às reformas laborais e prometeu receber "muito em brevemente" os parceiros sociais.
O chefe de Estado anuncia também a ordem pela qual irá receber os parceiros sociais: a CGTP será a primeira, seguida da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), União Geral de Trabalhadores (UGT), Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) e Confederação do Turismo de Portugal (CTP).
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UGT tem "quase certeza" que vai rejeitar reforma da lei laboral
Este sábado, o secretário-geral da CGTP disse esperar que a UGT não assine o acordo sobre as alterações lei laboral, enquanto o secretário-geral adjunto da UGT ripostou que tem "quase a certeza" que secretariado nacional vai rejeitar proposta.
Apesar de referir que não se se quer antecipar "a decisões que serão tomadas em órgãos colegiais", o secretário-geral adjunto da UGT, Sérgio Monte, afirmou ter "quase a certeza" de que os "cerca de 85" membros que pertencem ao secretariado nacional da central sindical "se inserem nesta maioria de quase 80% dos portugueses" que rejeitam esta proposta laboral.
Com Lusa
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