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​PTRR. Oposição critica "propaganda, "fraude política" e "marketing" do Governo

28 abr, 2026 - 21:33 • Manuela Pires , com redação

Programa de 22,6 mil milhões de euros para 96 medidas transformadoras, apresentado pelo primeiro-ministro, não convence os partidos da oposição parlamentar.

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A oposição deixa duras críticas à versão final do programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência" (PTRR), apresentado esta terça-feira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

André Ventura não percebe porque é que se esperou tanto tempo para apresentar um programa que nada tem de novo e que não calendariza nenhuma medida.

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“Num certo sentido, é um desprezo e uma traição às pessoas que sofreram estas consequências mas, sobretudo, ao país que esperava um plano ambicioso de reformas e capaz de verdadeiramente transformar a resiliência que Portugal tem”, lamentou o líder do Chega.

O líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, fala em “operação de marketing”. Diz que o Governo só sabe fazer planos, mas não consegue executar nada.

“O PTRR é mais um plano, mais uma operação de marketing com medidas já conhecidas, programadas e que é preciso executar. Este Governo de Luís Montenegro a cada problema inventa um plano novo”, criticou Eurico Brilhante Dias, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Na perspetiva do dirigente do PS, está na altura de o Governo PSD/CDS-PP “se deixar de planos, arregaçar as mangas e executar”.

“Porque é com execução e com apoio às pessoas, aos cidadãos e cidadãs e às empresas que se faz a diferença, não é apresentando mais um plano quando o histórico dos planos é aquilo que nós conhecemos”, condenou.

Brilhante Dias considerou que o executivo “tem sido incapaz de agir de forma eficaz perante as emergências”.

“Executa mal, com maus resultados e todos os planos que apresentou nos últimos dois anos são planos por executar e, mais uma vez, sublinho com maus resultados”, disse.

Pela Iniciativa Liberal, a líder Mariana Leitão fala também em medidas já conhecidas.

“Algumas já foram anunciadas três, quatro ou cinco vezes, sem que haja qualquer concretização. Estamos a falar de um conjunto de medidas que são as funções essenciais do Estado. O que o Governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado deveria garantir”, defende Mariana Leitão.

O deputado Alfredo Maia, do PCP, fala em “propaganda” e “fraude política”, em reação ao programa "Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência".

Com esta iniciativa, o Governo “ilude o que toda a gente já sabe: os apoios tardam em chegar às pessoas, às empresas e às autarquias”, sublinha Alfredo Maia.

O deputado comunista aponta ainda uma medida concreta: o facto de ser obrigatório seguros para habitações e empresas. Diz que isso vai aumentar o preço dos seguros.

No Bloco de Esquerda as mesmas críticas. Fabian Figueiredo diz que o Governo quer esconder a incompetência com a propaganda.

“A resposta que o Governo disse que ia ser célere, foi lenta e isso é inaceitável. E o que nós ouvimos hoje do primeiro-ministro não nos tranquiliza, porque parece que a receita é novamente a mesma: tentar tapar com propaganda a incompetência governativa”, afirma o bloquista.

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