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PCP questiona governo sobre portugueses detidos por Israel a bordo de flotilha para Gaza

06 mai, 2026 - 14:42 • Lusa

Para o PCP, o Governo "não pode ficar em silêncio e muito menos compactuar com a brutal agressão de Israel contra o povo palestiniano e com o desrespeito dos direitos de cidadãos portugueses que foram ilegalmente detidos", reclamou o PCP.

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O PCP questionou esta quarta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) sobre se já tomou medidas para garantir os direitos dos cidadãos portugueses que estavam a bordo da flotilha apreendida por Israel em 29 de abril.

No documento entregue no Parlamento e divulgado à comunicação social, o PCP pergunta que diligências o MNE "tomou junto das autoridades israelitas para garantir os direitos dos cidadãos portugueses" e de outros ativistas que seguiam na flotilha "Global Sumud".

"Os ativistas em solidariedade com a Palestina que integravam a Flotilha, nos quais se incluem cidadãos portugueses, foram detidos, havendo notícias de maus-tratos e outras arbitrariedades por parte das autoridades israelitas", sublinhou o PCP, na pergunta escrita hoje enviada.

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Os comunistas questionam se o Governo vai "condenar o ataque de Israel aos ativistas" que integravam a flotilha e sobre como é que vai agir, no plano das relações internacionais, para pôr fim ao bloqueio "imposto por Israel contra a população palestiniana da Faixa de Gaza".

O PCP acusou Israel de "desrespeitar sistematicamente o direito internacional", e de continuar com o "genocídio do povo palestiniano com total impunidade".

Para o PCP, o Governo "não pode ficar em silêncio e muito menos compactuar com a brutal agressão de Israel contra o povo palestiniano e com o desrespeito dos direitos de cidadãos portugueses que foram ilegalmente detidos", reclamou o PCP.

A flotilha "Global Sumud", composta por 20 barcos e 175 ativistas, dos quais três cidadãos portugueses, tinha como objetivo fazer chegar ajuda à população da Faixa de Gaza, mas foi apreendida por Israel em águas internacionais, próximo da Grécia.

Sobre esta situação, o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse, no passado dia 30, que o embaixador israelita foi chamado para dar explicações sobre a detenção de ativistas pró-palestinianos, garantindo que as autoridades consulares estão preparadas para acolher os portugueses, na Grécia ou em Israel.

"Nós temos as nossas autoridades consulares em Telavive e em Atenas a fazerem todas as diligências para darem a proteção consular a estes ativistas que terão sido detidos, e eventualmente a outros que possam vir a ter problemas com Israel", disse Paulo Rangel, ao referir-se à interceção pelas forças israelitas da Flotilha "Global Sumud" que pretendia chegar à Faixa de Gaza.

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