Educação
Líder do PS desafia sociedade a perder o "preconceito" com o ensino profissional
11 mai, 2026 - 06:00 • Tomás Anjinho Chagas
José Luís Carneiro sublinha que é um caminho válido e valorizado pelas empresas. Secretário-geral socialista reconhece que é preciso resolver o problema de um "relativo desfasamento" entre a oferta de formação profissional e as necessidades do mercado.
O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, desafia o país a perder o "preconceito" que ainda existe em relação ao ensino profissional.
O líder do PS começa a semana com uma visita à Escola Profissional Oliva, em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, e reforça a importância de a sociedade começar a valorizar esta via de ensino que permite concluir o ensino obrigatório.
Em declarações à Renascença, o líder do PS defende que seja dada "centralidade política ao ensino técnico profissional" e uma mudança na forma como é vista. Carneiro tem estado a percorrer várias escolas profissionais no âmbito da "Rota pelo Ensino e Formação Profissional".
"Exige da parte da sociedade, todos nós, uma valorização social da formação profissional, sentimos que ainda há um preconceito social em relação àqueles que enveredam por essa via de formação", afirma José Luís Carneiro.
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O deputado e antigo ministro da Administração Interna critica a falta de uma "resposta estruturada" aos 140 mil jovens que estão nesta via de ensino, e pede "políticas públicas adequadas. No entanto, não diz, para já, que tipo de propostas quer levar ao Parlamento para esta área.
Carneiro defende que as empresas valorizam o ensino profissional e que é preciso também usar este tipo de ensino para algumas pessoas "se requalificarem", acrescenta que é uma forma de dar mais oportunidades aos jovens - que têm uma taxa de desemprego muito superior à taxa da população em geral.
O líder socialista quer também uma "maior articulação do ensino profissional com o tecido empresarial" para evitar que o país esteja a formar pessoas que depois não conseguem ser absorvidas pelo mercado.
"Permite responder às necessidades do tecido empresarial que hoje querem mão de obra qualificada e rejuvenescida, mas que não encontram no mercado de trabalho", sublinha.
Carneiro considera que tem existido um "relativo desfasamento entre as ofertas de formação profissional" e as "necessidades" das empresas, e promete apresentar propostas.
Noutro plano, questionado pela Renascença se vai apresentar propostas de alteração à Constituição, ou se vai manter-se fora do processo alavancado pelo Chega, José Luís Carneiro preferiu não responder.
- Noticiário das 17h
- 11 jun, 2026








