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PACTO ESTRATÉGICO PARA A SAÚDE

PCP indica Bernardino Soares para Pacto da Saúde e critica escolha de Campos Fernandes como coordenador

11 mai, 2026 - 12:26 • Susana Madureira Martins

Os comunistas avisam mesmo que a iniciativa do Presidente da República “poderá caucionar e branquear o percurso de ataque ao SNS dessas forças políticas, mas não contribuirá para garantir a sua defesa e valorização”.

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Bernardino Soares vai representar o PCP na estrutura para negociar o Pacto Estratégico para a Saúde, uma iniciativa do Presidente da República. Nos últimos anos, o antigo líder parlamentar comunista e ex-presidente da câmara de Loures tem acompanhado esta área e irá ser o contacto, apesar “das opiniões e dúvidas expressas” pelo partido sobre a eficácia da iniciativa.

Em comunicado enviado às redações, e a que a Renascença teve acesso, os comunistas criticam o Pacto Estratégico para a Saúde e, sobretudo, a escolha do ex-ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar a iniciativa de António José Seguro.

“Com a frontalidade e clareza que determinam o relacionamento com a Presidência da República, o PCP não deixou de assinalar o facto de a figura escolhida para coordenar o “Pacto Estratégico para a Saúde” ser conhecida pelo seu posicionamento e visão favoráveis a um crescente papel dos grupos económicos no sector”, justifica o PCP.

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Os comunistas consideram que o “principal e verdadeiro” pacto sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é a Constituição e “o seu cumprimento”. Na nota de imprensa é ainda defendido que a iniciativa de Seguro, “independentemente do sentido e intenção, não conduzirá ao que se impõe e exige quanto a uma verdadeira política de valorização do SNS e dos seus profissionais”.

Muito céticos em relação ao resultado que o Pacto poderá trazer, o PCP considera ainda que a iniciativa “traduzir-se-á, nas atuais circunstâncias e atentas as forças políticas em presença, num novo e mais formalizado plano de ataque ao SNS e de favorecimento aos grupos económicos que fazem da doença um negócio”.

Com a maioria de direita no Parlamento, o PCP considera que “de facto, não é crível que aqueles que tudo têm feito para atacar o SNS e comprometer o direito à Saúde consagrado na Constituição da República sejam componente séria para encontrar as respostas que o reforcem e afirmem como garantia primeira e principal desse direito”.

Os comunistas avisam mesmo que a iniciativa do Presidente da República “poderá caucionar e branquear o percurso de ataque ao SNS dessas forças políticas, mas não contribuirá para garantir a sua defesa e valorização”.

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