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Defesa Nacional

Jovens podem receber “voucher” para tirar a carta na escola de condução depois de passarem pelas Forças Armadas

13 mai, 2026 - 06:30 • Manuela Pires

O líder da JSD, João Pedro Louro, diz na Renascença que a oferta da carta de condução está a ser bem recebida pelos jovens. O projeto de resolução do PSD e do CDS, que visa atrair jovens para as Forças Armadas, é discutido e votado esta quarta-feira, no Parlamento.

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Vídeo: Jovens podem receber “voucher” para tirar a carta de condução depois de passar pelas Forças Armadas
João Pedro Louro explica proposta sobre voluntariado nas Forças Armadas. Foto: Hugo Delgado/Lusa (arquivo)

O programa apresentado pelo PSD e pelo CDS foi contestado pela associação das escolas de condução, que falou em “ataque cerrado” ao setor, mas o líder da JSD revela na Renascença que a ideia é encaminhar alguns jovens que participem no Programa “Defender Portugal” para as escolas de condução.

Em entrevista à Renascença, na véspera da Assembleia da República discutir e votar o projeto de resolução dos dois partidos, João Pedro Louro explica que um dos benefícios é oferecer a carta de condução depois do jovem ter terminado o programa, garantindo que ela pode ser tirada numa escola de condução.

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“O espírito desta proposta é, fazendo o jovem este programa de voluntariado, esse jovem tem a oportunidade de tirar a carta, até numa fase posterior à realização deste programa”, diz o líder da JSD.

Questionado sobre como vai funcionar esta iniciativa, uma vez que todas as unidades militares podem não estar habilitadas a dar aulas de condução, João Pedro Louro diz que será garantido através das escolas de condução.

“O jovem ganha a oportunidade de tirar a carta de condução de forma gratuita, isto é facilmente operacionalizável com o IMT ou até com as várias escolas de condução”, afirma o líder da JSD.

Segundo o diploma entregue no Parlamento, o PSD e o CDS recomendam ao Governo a criação do programa "Defender Portugal" que visa "a formação cívica, física e militar de jovens cidadãos e o reforço da ligação entre a sociedade civil e a Defesa Nacional".

Este programa é voluntário, tem a duração de três a seis semanas, uma parte em regime de internato, e é destinado a jovens entre os 18 e os 23 anos.

Em troca, os jovens voluntários que concluam o programa têm direito a "uma retribuição única no valor de 439,21 euros" e a "possibilidade de obtenção gratuita da carta de condução, em estabelecimentos militares habilitados".

O líder da JSD considera que esta é uma medida sensata e a oferta da carta de condução “tem sido dos benefícios que os jovens mais têm valorizado neste programa Defender Portugal”.

João Pedro Louro sobre voluntariado nas Forças Armadas: “O mais fácil era ceder à tentação da obrigatoriedade”
Veja a entrevista completa de João Pedro Louro, líder da JSD

“O mais fácil era ceder à tentação" do Serviço Militar Obrigatório

A proposta, que o ministro da Defesa, Nuno Melo, não quis comentar, foi também contestada por antigos responsáveis militares que, em declarações ao Público, consideraram a iniciativa “uma inutilidade”, “um remendo” e “um bocado ridículo, face à dimensão do problema”. Confrontado com estas críticas, João Pedro Louro diz compreender a contestação porque seria mais fácil seguir a via do Serviço Militar Obrigatório (SMO).

“O mais fácil era ceder à tentação da obrigatoriedade ou da imposição, mas eu creio que seria um péssimo serviço que fazíamos não só ao país, mas sobretudo às novas gerações e é um tema particularmente caro à JSD, porque foi também graças à JSD que o SMO acabou”, sublinha.

Aliás, o líder da Juventude Social-Democrata defende que as Forças Armadas também devem alterar a sua forma de comunicar com a sociedade de forma a tornar-se mais atrativa aos jovens.

“Também é preciso ver a capacidade das nossas Forças Armadas também se abrirem e terem uma comunicação mais moderna, isto é algo que acontece por exemplo na Alemanha com bastante eficácia, de tornar a comunicação das Forças Armadas mais moderna, mais atrativa e junto da sociedade, com vista a aumentar a sua capacidade de recrutamento”, refere João Pedro Louro.

O deputado do PSD sabe que a solução para atrair mais jovens para as Forças Armadas não passa “única e exclusivamente por este programa, que é um contributo para reforçar a capacidade de recrutamento e da atratividade das Forças Armadas”.

João Pedro Louro espera que a proposta seja aprovada e aceite pelo ministro Nuno Melo e pelas Forças Armadas que têm a responsabilidade de a colocar em prática, porque diz que o Dia da Defesa Nacional não tem conseguido atrair mais jovens para o serviço militar.

Para tornarmos as Forças Armadas mais atrativas é necessário reaproximar os jovens da realidade das Forças Armadas, que é algo que não tem acontecido com o Dia da Defesa Nacional e por isso aquilo que o PSD e o CDS propõem e que será discutido na Assembleia da República é justamente uma espécie de experiência imersiva”, refere o deputado social-democrata.

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  • Mas alguém
    14 mai, 2026 leva isto a sério? 08:43
    Inacreditável como alguém leva isto a sério. Eles vão chegar a ver armas, ao menos? É que aprender a usá-las não vão ter tempo para isso. Tal como não vão aprender Ciberguerra, pilotar Drones, ver radares de aviso de misseis. Então que raio vão lá fazer? Ah pois, vão tirar a carta de condução e receber 439 Euros. Uma fantochada ao nivel do PS quando quis fazer unidade militares com migrantes islâmicos.
  • É um logro
    13 mai, 2026 é uma burla 08:36
    Fantochada total. Deixem-me entregar o "meu" projeto: Serviço militar Obrigatório para rapazes e raparigas dos 18 aos 25 anos, duração minima 12 meses, 18 para objetores de consciência, atestados médicos de incapacidade só válidos se comprovados por junta médica militar, e uma vez cumprido o SMO, direito a prioridades nos concursos para trabalhar no Estado e Autarquias, Isenção de impostos na aquisição de casa própria, bolsa de estudo total para ensino superior cujo valor sem juros será devolvido ao Estado quando começarem a trabalhar, e claro, ADSE ou plano de saude militar vitalicio. Muito melhor que este logro que é "tirem a carta de borla que só vos pedimos 3 a 6 semanas de chatices" - pois: gostava de saber quanto tempo estes "soldados" duravam num conflito a sério...

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