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Política

Ventura insiste que "lei laboral é má" e não abre mão de baixar idade da reforma

13 mai, 2026 - 15:26 • Tomás Anjinho Chagas

Primeiro-ministro recebeu o líder do Chega em São Bento esta quarta-feira à tarde. Ventura acredita que há caminho para andar na reforma laboral e na perda de nacionalidade.

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recebeu, esta quarta-feira, o presidente do Chega na residência oficial.

Já depois do encontro, em declarações aos jornalistas no Parlamento, André Ventura voltou a classificar a proposta do Governo como uma "má reforma laboral" e insiste nas duas exigências para poder aprová-la.

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"Esta reforma liberal que está agora em cima da mesa é má para o país e para os trabalhadores, essa é a convicção do Chega. Sendo uma reforma má, ela teria que ter alterações para ficar boa e há dois assuntos importantes: idade da reforma e a questão das férias", afirmou o líder do Chega.

Nos corredores do Parlamento, André Ventura referiu-se a baixar a idade da reforma à recuperação dos dias de férias como "questões essenciais" e das quais não abre mão: "Nós não vamos abdicar delas".

Ainda assim, o deputado não quis revelar se há abertura do Governo para ceder em algum dos dois pontos, rementendo para o PSD essa pergunta.

No tema da perda de nacionalidade, André Ventura diz que sai da reunião com a convicção de que Chega e PSD podem conseguir contornar os dois vetos do Tribunal Constitucional, ainda que seja uma realidade distante.

"Penso que ainda estamos muito, muito longe de ter um consenso em matéria de lei da nacionalidade e daquilo que devemos fazer. abertura dos dois lados para se resolver o problema", garantiu André Ventura.

O líder do Chega falou ainda da revisão constitucional para insistir que vai encontrar um calendário para envolver o PSD. De lembrar que os social-democratas só querem falar deste tema no próximo ano.

André Ventura já deixou sinais contraditórios sobre o pacote laboral. Recentemente, num debate com o primeiro-ministro, no Parlamento, o líder do Chega exigiu a descida da idade da reforma como condição para aprovar a reforma.

Recentemente, o Chega apresentou as suas propostas para a revisão constitucional. Uma delas, tal como avançou a Renascença, era deixar na Constituição a possibilidade de perda de nacionalidade "em caso de obtenção fraudulenta ou de prática de atos que atentem gravemente contra os valores fundamentais do Estado português".

Depois do chumbo do Tribunal Constitucional, o PSD deixou claro que não iria insistir uma terceira vez na aprovação da perda da nacionalidade como pena acessória. A lei da nacionalidade já foi, entretanto, promulgada pelo Presidente da República.

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