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Política

Ainda sem decisão, Comissão Organizadora dá luz verde à JP para entrar no Congresso do CDS

14 mai, 2026 - 23:31 • Manuela Pires

A Renascença avançou esta quinta-feira que foi feito um pedido de impugnação do Conselho Nacional da JP onde foram eleitos os 86 delegados. Sem decisão do Conselho de Jurisdição, os jovens ficavam fora do Congresso do CDS que decorre este fim de semana em Alcobaça. A notícia caiu mal no partido que ao longo do dia tentou resolver a questão.

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Está resolvido. A Renascença apurou que os 86 delegados da Juventude Popular (JP) eleitos em Conselho Nacional vão ao Congresso do CDS, que se realiza em Alcobaça neste fim de semana.

A Comissão Organizadora do Congresso (COC) , que reuniu esta quinta-feira à noite, deu luz verde à entrada dos jovens no congresso.

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Segundo a nota enviada à Renascença, a comissão organizadora do Congresso esclarece que “os delegados eleitos participarão no conclave que arranca dia 16 de maio”. A COC toma esta decisão uma vez que, até ao momento, o Conselho de Jurisdição da JP ainda não decidiu sobre a impugnação apresentada ao Conselho Nacional que aprovou a lista dos delegados da Juventude Popular.

“Tendo em conta que até ao momento o Conselho de Jurisdição da JP não apresentou uma decisão sobre a impugnação apresentada ao Conselho Nacional que aprovou a lista de delegadas da Juventude Popular, a Comissão Organizadora do Congresso (COC) esclarece que os delegados eleitos participarão no conclave que arranca dia 16 de maio”, refere a nota.

Tal como já tinha adiantado na quinta-feira de manhã à Renascença o líder do CDS, também a Comissão Organizadora do Congresso diz que não vai interferir nas questões internas da JP que é uma organização autónoma.

“A COC apela a que os jovens populares resolvam as divergências internas, de acordo com os regulamentos e com respeito pelas regras democráticas”, refere a nota enviada a poucas horas do arranque do Congresso do CDS.

Em causa está a notícia revelada esta quinta-feira pela Renascença de um pedido de impugnação do Conselho Nacional da JP, assinado pela conselheira nacional Joana Sousa Lara, que aponta várias irregularidades, entre elas a “opacidade” do processo, porque foi apresentada ao Conselho Nacional a lista da direção sem “que tenha sido divulgada” antes aos militantes.

No requerimento pede-se a “apreciação da regularidade estatutária e procedimental do último Conselho Nacional da Juventude Popular”.

A Renascença apurou que a notícia não caiu bem no partido que tentou ao longo do dia “resolver esta situação”.

Em entrevista à Renascença, Nuno Melo não comentou este caso por se tratar de uma questão interna da JP, mas disse esperar que se resolvesse porque os jovens são fundamentais no partido.

“Espero que sim, enfim. A juventude é fundamental agora, mas precisamente porque a JP é uma organização autónoma, o CDS não se pode imiscuir nas suas questões internas. Só espero que sejam capazes, enfim, de resolver todas as divergências porque, no que tem que ver com o partido, a juventude é uma parcela fundamental”, disse Nuno Melo à Renascença.

Na sequência desta notícia, o adversário de Melo no Congresso, Nuno Correia da Silva avisou que sem a Juventude Popular não iria estar na reunião magna onde se candidata à liderança do CDS.

O antigo deputado e dirigente centrista considerou que por detrás desta impugnação estavam razões políticas porque a moção da JP é crítica para com a liderança de Nuno Melo.

Mas o líder do partido rejeita essa acusação: “De todo, vamos cá ver. Eu encaro as divergências apenas como formas diferentes da avaliação da realidade e da avaliação do partido. E o partido é o nosso maior denominador comum. É o mais normal no mundo que no congresso se expressem diferentes posições conclui Nuno Melo em entrevista à Renascença.

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