Ouvir
  • Noticiário das 3h
  • 08 jun, 2026
A+ / A-

PS

Carneiro desafia Montenegro a “deixar cair pilares” para aprovar reforma laboral. “Nós aí estaríamos disponíveis”

14 mai, 2026 - 12:59 • Susana Madureira Martins

Antes da reunião em São Bento com o primeiro-ministro, o líder do PS pede ao Governo que não “teime” nas propostas que bloquearam o acordo na concertação social.

A+ / A-

“Quem é que pediu estas alterações à lei laboral?” É a pergunta que faz o líder do PS, José Luís Carneiro, no dia em que tem reunião marcada em São Bento com o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Na mesma data em que o Conselho de Ministros aprova as alterações ao Código do Trabalho, o secretário-geral socialista mantém que está disponível para negociar, mas com condições não muito diferentes das da UGT.

Questionado pelos jornalistas se será difícil chegar a um entendimento com o Governo, Carneiro diz que “não é difícil, se o primeiro-ministro agora dissesse: 'nós vamos deixar cair todos estes pilares fundamentais'”, referindo-se, por exemplo, à “mitigação” do regime sancionatório para o trabalho não declarado ou ao despedimento sem justa causa.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Se o primeiro-ministro admitir “deixar cair estes pilares, pois com certeza que nós aí estaríamos disponíveis” para negociar e ponderar a aprovação das alterações à legislação laboral, admite Carneiro, que avisa Montenegro que não poderá contar com o PS se “insistir”, “teimar” ou “for insensível e continuar com esta insensibilidade e com esta desumanidade que trouxe para estas leis laborais”.

Carneiro, que falava aos jornalistas esta quinta-feira antes de uma visita a um centro de formação profissional, em Lisboa, diz-se um homem de “esperança”, pedindo para se “aguardar” pela conversa que terá com o primeiro-ministro e pelas medidas que serão aprovadas pelo Conselho de Ministros.

O líder socialista mantém que as alterações às leis laborais não são necessárias. “Quem é que pediu as leis laborais, uma alteração às leis laborais? O governo não respondeu a isto, não a levou ao programa eleitoral, não a levou à campanha eleitoral. Quem é que as pediu? Era uma pergunta que devia ser feita ao primeiro-ministro, mas quem é que lhe pediu?”, insiste o líder do PS.

Ouvir
  • Noticiário das 3h
  • 08 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque