Educação
Ministro aponta responsabilidade a diretores por entrada de empresas privadas nas escolas
15 mai, 2026 - 11:00 • João Cunha , João Malheiro
Ministro Fernando Alexandre diz que o Governo intervirá "se houver alguma violação de direitos ou de qualquer outra ordem". Sobre o caso da escola de Lisboa que impediu o acesso dos próprios alunos, o ministro diz que vai haver abrir inquérito.
O ministro da Educação diz ser da responsabilidade das escolas e dos diretores a entrada nos estabelecimentos de empresas privadas com fins comerciais.
Em causa está a venda de cursos e conteúdos que não constam do curriculo por empresas que têm permissão de entrada em espaço escolar. Esta semana a Renascença noticiou que têm chegado à DECO várias queixas de pais e encarregados de educação que se dizem enganados.
Confrontado com a situação, esta sexta-feira, durante uma visita a uma escola no Barreiro, o ministro Fernando Alexandre lembra que o acesso de agentes externos às escolas é responsabilidade das direções.
"Podemos ter entidades externas nas escolas. Tem que ser regulado pela própria direção. Cada caso tem de ser avaliado nesse contexto", realça.
Mesmo assim, Fernando Alexandre afirma que o Governo intervirá "se houver alguma violação de direitos ou de qualquer outra ordem".
Escola Aida Vieira sob investigação
Já questionado sobre o caso da escola em Lisboa que impediu o acesso dos próprios alunos, o ministro da Educação fala de uma situação anormal.
Em causa está a escola Aida Vieira, no Bairro Padre Cruz. A falta de uma professora, de baixa por gravidez de risco, está na origem de uma decisão inusitada: proibir a entrada dos alunos de uma turma do 3.º ano no estabelecimento de ensino.
Fernando Alexandre diz que a Inspeção-Geral da Educação vai abrir um inquérito para investigar o que aconteceu.
"Impedir os alunos não é regular, não é normal", acrescenta.
- Noticiário das 18h
- 11 jun, 2026











