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Nuno Melo avisa que o CDS não tem medo de ir a votos sozinho: “Eu dei o peito às balas”

16 mai, 2026 - 14:38 • Manuela Pires

No discurso ao congresso, o líder do CDS considerou que é uma injustiça dizer que o partido está diluído na coligação de governo e que é “anormal” estar a defender que o PSD seja adversário do partido. Nuno Melo lembrou ainda que foi a sua equipa que “salvou o CDS” em 2022 quando assumiu a liderança do partido. Melo avisou que não "faz sentido" discutir a estratégia com a AD neste congresso.

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Nuno Melo ocupou grande parte do discurso de apresentação da moção de estratégia global a responder aos críticos que acusam a direção de não estar a deixar marca no governo de coligação e de estar afastado das suas bandeiras.

O líder do partido e recandidato a novo mandato diz que o CDS faz sentido porque é “um partido confiável” e está a deixar marca no governo e no parlamento.

A quem o acusa de diluir o CDS na AD, Nuno Melo responde: “A marca do CDS não está na defesa nacional e na revolução que estamos a fazer quando investimos em todos os domínios, terra, mar, ar, espaço e ciberespaço, como há décadas não acontecia em Portugal, sendo elogiados dentro e fora de fronteiras. Por acaso eu serei do PSD? Não me consta”, referiu Nuno Melo ao congresso.

No discurso, onde citou 21 vezes o PSD, o líder centrista mostrou ainda as diferenças e a marca do CDS no parlamento com medidas na educação, mas também com a sessão solene do 25 de novembro.

“E já agora, qual foi o partido que pela primeira vez ao fim de cinco anos assegurou, garantiu, conseguiu que o 25 de novembro fosse pela primeira vez de forma nacional celebrada em Portugal e com isso a memória de alguns dos nossos maiores heróis dos quais já citados e bem o general Ramalho Endes ou Jaime Neves” lembrou Nuno Melo que foi ele quem lançou a ideia.

O líder do partido considera por isso uma injustiça que agora se venha dizer que o CDS está diluído na coligação: “Meus amigos, essa conversa da diluição não é só falsa ou sinceramente considero-a profundamente injusta para quem todos os dias dá tudo de si para afirmar o CDS num contexto que é difícil” garante Nuno Melo.

O congresso aplaudiu o líder quando Nuno Melo lembrou que em 2022 quando pegou no partido, o CDS estava fora do parlamento, e agora integra o governo em lisboa, os dois governos regionais e várias autarquias. Daí a conclusão: “Nós salvamos este partido. Não precisamos que nos agradeçam, mas devemos ter orgulho do caminho feito” disse.

Nuno Melo defendeu que este congresso não pode servir para definir a estratégia para as próximas eleições legislativas e manter a Aliança Democrática, porque ainda haverá outro congresso.

“E digam-me até que sentido faria estar agora a vincular o país a uma estratégia para daqui a três anos no que tem que ver com o CDS? Pergunta Melo para responder que não faz sentido porque “daqui a dois anos, ou daqui a três anos, nós vamos vincular o CDS noutra estratégia que tem o PSD como adversário, quando até vamos ter outro Congresso pelo caminho, que pode ter outros candidatos à presidência e outras moções? “ refere o líder do CDS.

Líder do CDS Madeira critica ausência de antigos dirigentes e figuras destacadas do partido

José Manuel Rodrigues, líder do CDS Madeira avisou o partido para não ter ilusões porque a entrada do CDS nos governos é “fruto das circunstâncias” e que é necessário o partido afirmar a sua autonomia face ao PSD.

“Só conquistaremos com sucesso esse futuro se afirmarmos as nossas diferenças em relação aos outros partidos, incluindo o nosso parceiro de coligação, se ganharmos autonomia política e estratégica nas alianças a que pertencemos e se tivermos a marca CDS nos governos que integramos” avisou José Manuel Rodrigues.

O líder do CDS na Madeira teve ainda uma palavra crítica para os ausentes, pedindo que todos aqueles que no passado estiveram no governo pela mão do CDS devem regressar para ajudar o partido.

“E há uma outra condição que considero essencial para o renascimento e para o crescimento do CDS. Temos de voltar a trazer os nossos melhores para a vida partidária ativa. Onde estão aqueles que por via do CDS chegaram a lugares de topo na hierarquia do Estado português? Muitos deles não os vejo aqui, mas deviam estar aqui e agradecidos ao CDS” atira José Manuel Rodrigues.

O presidente da mesa do congresso considerou que o partido tem de “substituir o conformismo pela ambição” e seguir “um caminho próprio, independentemente de quem segue ao seu lado.

Falta-nos dar músculo a este corpo partidário que se move por todo o país às vezes com falta de orientação. Falta-nos, como tantas vezes aconteceu na nossa história, saber interpretar a vontade e as expressões dos portugueses. Esse trabalho já começou, mas precisa de ser reforçado e fortalecido”, alertou o líder do CDS Madeira.

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  • Maria João Albuquerq
    16 mai, 2026 Estoril 18:12
    CDS sempre e eu voto NUNO MELO !

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