Política
Nuno Melo enfrenta críticas no congresso do CDS: "Partido não tem identidade"
16 mai, 2026 - 08:30 • Manuela Pires
O antigo deputado Nuno Correia da Silva candidata-se à liderança do CDS e a moção da Juventude Popular é crítica para com o rumo do partido, considerando que o CDS está “diluído” na coligação e que se deve afirmar e até, no futuro, ir sozinho a eleições.
Depois da polémica com os delegados da Juventude Popular (JP), que correram o risco de ficar à porta do Multiusos de Alcobaça onde decorre o 32.º Congresso do CDS, Nuno Melo vai escutar algumas críticas à sua liderança e enfrentar um adversário na corrida à presidência do partido.
O líder do CDS candidata-se a um terceiro mandato e, no discurso que vai fazer aos congressistas, Nuno Melo vai lembrar que quando foi eleito, em 2022, o partido não tinha representação parlamentar, estava afastado do palco mediático e muitos diziam que era a morte anunciada do CDS. Três anos depois o partido integra a coligação de Governo, os dois governos regionais e várias autarquias, entre elas Lisboa e Porto.
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Na oposição, Nuno Correia da Silva reconhece esta presença do partido nas autarquias e nos governos, mas critica a ausência do CDS no terreno, no contacto com as bases e diz que o CDS não tem identidade própria na coligação com o PSD.
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Nuno Correia da Silva desafia Nuno Melo e candidat(...)
“O partido tem de se fazer sentir no Governo, não para se impor, mas para contagiar o PSD, e o país não sente a influência do CDS/PP na condução do Governo”, refere o candidato em entrevista à Renascença.
Nuno Correia da Silva quer que o CDS volte a ser o partido dos “pensionistas, dos contribuintes” e que volte a defender as bandeiras da democracia cristã.
A Juventude Popular apresenta ao congresso uma moção de estratégia global onde aponta também uma visão crítica do rumo do partido. Diz que a Comissão política teve uma “intervenção política limitada” e que os portugueses devem perceber o que é que o CDS faz no governo e como se diferencia do PSD.
A Juventude Popular, liderada por Catarina Marinho, fala na ausência de uma “agenda partidária estruturada” e desafia Nuno Melo a construir um caminho autónomo para ir sozinho a eleições legislativas.
“O CDS deve assumir com clareza o objetivo de se preparar para concorrer autonomamente a eleições legislativas”, lê-se na moção.
Entrevista Renascença
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Em entrevista à Renascença, antes do congresso do (...)
Em entrevista à Renascença, Nuno Melo responde a estas críticas considerando um erro estar a transformar o PSD num adversário, e garante que se isso acontecesse os únicos partidos que sairiam a ganhar eram o partidos Socialista e o Chega.
“Mas se, chegados aqui, a estratégia é transformar o aliado em adversário, eu pergunto quem é que aproveita com isso? O PS ou o Chega, mas não será pela minha mão, pelo menos se os congressistas assim validarem, que o poder será de entregue a esses partidos”, disse Nuno Melo à Renascença.
Nuno Melo quer fortalecer o CDS, que precisa de ganhar “músculo” e no Congresso vai abordar a revisão constitucional que deve ser uma oportunidade para “melhorar a Constituição” e uma das prioridades é revogar o preâmbulo.
“Proporemos a revogação/revisão do preâmbulo da Constituição, obviamente!”, defende Nuno Melo.
- Noticiário das 9h
- 09 jun, 2026














