Reforma do Estado
"Votaremos contra": Ventura avisa Governo que não viabiliza fim do visto prévio
18 mai, 2026 - 17:50 • Tomás Anjinho Chagas
Chega reforça que vota contra a reforma que vai ao Parlamento esta semana para isentar visto prévio contratos públicos até aos 10 milhões de euros. Sobre reforma laboral, Ventura insiste que o Governo tem de fazer "esforço de aproximação".
O Chega avisa que vai votar contra a reforma do Estado, que envolve retirar a obrigatoriedade do visto prévio para contratos públicos até aos 10 milhões de euros.
Em declarações aos jornalistas, em Viseu, à entrada para as jornadas parlamentares do Chega, André Ventura avisou que se tudo se mantiver como está, não vai votar ao lado do Governo. A proposta vai ser debatida no Parlamento esta semana.
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"Se o Governo mantiver o fim do visto prévio nestes termos, se quiser acabar com a fiscalização e matar o Tribunal de Contas, votaremos contra", afirmou o líder do Chega.
André Ventura repete que este passo transforma o país num "bar aberto" para a corrupção e diz que dá um "sinal" de que é uma "reforma para safar políticos e autarcas amigos".
"Sou eu que estou com má vontade, ou isto não é reforma que se apresente ao país?", ironiza o líder do Chega.
Na sexta-feira, a Renascença noticiou que o PS não concorda com o entendimento da atual presidente do Tribunal de Contas, que avisou o Governo que as alterações que pretende fazer podem ferir a Constituição. Podem ser os socialistas a viabilizar a proposta do Governo.
André Ventura diz ter "curiosidade", para saber o que vai fazer o PS: "Há uma questão que tenho curiosidade. O que é que o Partido Socialista vai fazer sobre isto?".
Reforma laboral: Ventura pede "esforço de aproximação"
O líder do Chega voltou também a criticar a forma como o Governo tem conduzido a negociação da reforma laboral e pediu um esforço de aproximação ao primeiro-ministro.
"Às vezes quem tem de decidir faz as coisas mal para quem trabalha. Vai o Governo conseguir fazer este caminho de aproximação?", pergunta André Ventura.
O líder do partido insiste nas críticas ao pacote laboral, isto depois de o PS já ter anunciado que vai votar contra. André Ventura argumenta que "a reforma laboral que o país precisa não é nem contra quem trabalha, nem contra quem investe".
O Chega tem insistido em duas grandes bandeiras para negociar: baixar a idade da reforma e recuperar os dias de férias que foram retirados durante o tempo da Troika.
Base das Lajes: Chega também pede esclarecimentos
O presidente do Chega foi ainda questionado pela polémica em torno da Base das Lajes, à boleia das declarações do Governo norte-americano, que sugeriu que Portugal não questiona as operações militares americanas que passam pela base na Ilha Terceira.
André Ventura assume que ainda há explicações a ser dadas pelo Governo português: "Acho que se pode ver o que tem de ser visto. Portugal tem de exigir o cumprimento de regras no seu território, seja aos Estados Unidos da América, seja a todos os países aliados, são mais de 50 os países que fazem uso da Base das Lajes.
As declarações do presidente do Chega foram feitas esta segunda-feira à tarde, aos jornalistas em Viseu, onde o partido vai ter as jornadas parlamentares, segunda e terça-feira- as primeiras desde que se tornou o maior partido da oposição.
- Noticiário das 5h
- 17 jul, 2026







