Ordem Europeia do Mérito
Cavaco sublinha Europa como "ativo da maior importância" em tempos de instabilidade
19 mai, 2026 - 11:35 • José Pedro Frazão
No seu discurso de aceitação da Ordem Europeia do Mérito, o antigo Presidente da República recordou que a União Europeia recebeu o Prémio Nobel da Paz em 2012 que deve ser vir de inspiração "para mostrar às novas gerações que a União tem futuro".
O antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebeu esta terça-feira a Ordem Europeia do Mérito como membro honorário.
No seu discurso de aceitação, proferido no Parlamento Europeu em Estrasburgo, o ex-primeiro-ministro defendeu que a União Europeia é um "ativo da maior importância para todos os Estados-membros" num tempo de "forte instabilidade e incerteza mundial, de conflitos armados e ameaças, em que a voz de cada país isoladamente pouco conta".
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Cavaco Silva lembrou o "privilégio de viver com entusiasmo a primeira década de Portugal na União Europeia e os passos de gigante no aprofundamento da integração que então se deram".
O antigo chefe de estado lembrou ainda a forma como acompanhou a reflexão sobre as reformas da União na sequência da crise financeira internacional de 2008.
"Portugal tem sido um parceiro ativo, defensor dos valores europeus e do aprofundamento do processo de integração, procurando sempre colocar os interesses nacionais específicos no quadro do interesse comunitário", declarou Cavaco Silva em Estrasburgo, lembrando que Jacques Delors afirmava que Portugal "participava na integração europeia como se tivesse sido um dos seus fundadores".
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Cavaco Silva considera que a criação da Ordem Europeia do Mérito é uma "expressão do sucesso do projeto de integração" e um "indicador de confiança no futuro de uma União portadora dos valores da paz, da liberdade, da democracia e do respeito pelos direitos humanos".
Em tempo de guerra e de nuvens negras sobre a Europa, o antigo Presidente da República rematou o discurso com um desejo. "Que o Prémio Nobel da Paz, com que a União Europeia foi laureada em 2012, nos inspire para mostrar às novas gerações que a União tem futuro".
Na leitura do louvor do júri, o antigo primeiro-ministro Durão Barroso sublinhou contributos de Cavaco Silva como Primeiro-ministro e Presidente da República , sublinhando o seu contributo para as negociações do Ato Único Europeu, do Tratado de Maastricht e do Tratado de Lisboa, "pelo reforço da legitimidade democrática no âmbito do projeto europeu e pelo seu contributo para uma Europa mais forte e mais unida".
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