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Política

Montenegro tem na “mira” a maioria absoluta, mas para já lembra que PS e Chega prometeram estabilidade

19 mai, 2026 - 00:30 • Manuela Pires

Líder do PSD apresentou a candidatura à liderança do PSD no concelho de Sintra e voltou a avisar que ninguém pediu uma cerca sanitária ao PS ou ao Chega. Montenegro lembra que estes dois partidos já votaram juntos mais vezes contra o governo do que ao lado do PSD e CDS.

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Um ano após a vitória nas eleições legislativas e com maioria relativa, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu ao PSD para se concentrar na governação e deixou claro que ainda acredita numa maioria absoluta: “ Maioria absoluta é ter metade dos votos mais um. Nós ainda estamos com esse objetivo na nossa mira."

Mas, por enquanto, o PSD precisa do Chega ou do PS para aprovar as propostas do Governo e Montenegro aproveitou a apresentação da candidatura à liderança do PSD para avisar o PS e o Chega que têm de cumprir as promessas eleitorais de estabilidade política e de entendimentos pontuais.

“Vão verificar o que é que disseram os nossos adversários na campanha eleitoral. Eles também defendiam a estabilidade. Eles também defendiam a necessidade, muitas vezes, de convergir, de negociar, de consensualizar políticas”, lembrou Montenegro para concluir que este é precisamente o momento para cumprir essas promessas.

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“Nós estamos aqui para cumprir aquela que é vontade do povo. O povo disse à AD, ao PSD, cabe governar. E o povo disse aos outros, cabe terem uma representação no Parlamento, em que nos dois maiores partidos da oposição um deles, pelo menos, tem de viabilizar aquilo que são as propostas do governo”, referiu Luis Montenegro.

“Se cada um cumprir a sua tarefa, o povo português, no fim, vai fazer o juízo do comportamento de cada um. Vai fazer o juízo de quem governou e vai fazer o juízo de quem esteve na oposição e podia, devia ter também ajudado à boa governação do país”, repetiu o chefe de Governo, numa altura em que o parlamento se prepara para discutir o pacote laboral e a proposta do governo que quer acabar com o visto prévio do tribunal de Contas.

A oposição e as reformas: " É apenas clamor para político ver"

André Ventura já anunciou o voto contra e Luís Montenegro acusa o líder do Chega de dizer uma coisa, mas fazer o contrário. “Mas nós chegamos à conclusão que é apenas clamor para político ver. Porque, quando chega à realidade das decisões, têm medo, metem a viola ao saco e fazem de conta que não é nada com eles”, acusou Montenegro.

O primeiro-ministro apontou ainda o dedo a outros que criticaram esta proposta, acusando-os de beneficiarem da burocracia que, muitas vezes, gera a corrupção.

“Levantem-se os políticos que não tenham coragem a não ser na conversa. Levantem-se aqueles que estão bem instalados a viver à conta do excesso de burocracia, do excesso de regras, da adulteração e da corrupção que aí está montada. Levantem-se, se quiserem, que nós cá estaremos para discutir com eles, para mostrar que temos razão e para seguir em frente”, apontou o primeiro-ministro na véspera do parlamento discutir a proposta do governo sobre o fim do visto prévio do Tribunal de Contas.

O primeiro-ministro criticou ainda os partidos da oposição que, no seu entender, não estão a assumir as suas responsabilidades para com os eleitores e não estão a permitir que o Governo cumpra o seu programa eleitoral.

“Reformar, sim, mas na porta ao lado. Comigo não. Reformar, sim, mas não no meu setor. Reformar, sim, mas não na minha casa. Reformar, sim, mas não coisa que cause reação. Porque eu isso não quero. Eu quero ser o político ou o partido que agrada a todos. Pois, isso vai ser até uma determinada altura, porque nós vamos forçar a decisão” disse Luis Montenegro.

Montenegro voltou ainda a lembrar que o governo mantém a estratégia de dialogar com o PS e o Chega e que não fará acordo de governo com nenhum destes partidos, mas lembra também que nada foi dito sobre colocar uma cerca sanitária a nenhum dos partidos da oposição.

“O povo português não pediu a ninguém para fazer nenhuma cerca sanitária com ninguém. Nem ao Chega face ao PS, nem ao PS face ao Chega, porque se o tivesse feito, então, ambos estavam condenados, sem apelo nem agravo, no tribunal, que julgasse o comportamento face ao mandato que receberam do povo, porque eles são os primeiros a entenderem-se um com o outro", disse Montenegro.

No discurso de cerca de 45 minutos, o primeiro-ministro usou grande parte do tempo a apelar à oposição para ser responsável.

“Vamos deixar tudo em pratos limpos. Nós todos, nomeadamente estes três, têm a liberdade e a possibilidade de se aproximarem uns com os outros. Sim, tema a tema. E eu digo isto com a humildade de quem muitas vezes não tem evitado a tal aproximação entre os outros dois” disse Montenegro que acredita que o ano passado os portugueses escolheram a moderação do PSD e “gostava muito que os outros assumissem que o povo português não lhes quis dar a condução da governação”, concluiu.

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  • Esperem
    19 mai, 2026 sentados 08:41
    Maioria Absoluta? A um PSD que é um PS II, comandado por um frouxo do qual ainda estamos à espera das mudanças prometidas em campanha que nos fizeram dar um capote aos delírios esquerdistas? Vão esperando mas sentados

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