Ouvir
  • Noticiário das 19h
  • 17 jul, 2026
A+ / A-

Passos Coelho critica os falsos "políticos populistas" que são "prostitutos sem carácter"

26 mai, 2026 - 20:45 • Manuela Pires

Antigo primeiro-ministro elogia a política de imigração do Governo de Montenegro, mas critica os políticos que, para se manterem no poder, se fazem passar por "populistas". Passos Coelho diz que o autêntico ganha sempre ao "postiço".

A+ / A-
Passos critica os falsos "políticos populistas" que são "prostitutos sem carácter"
Ouça a reportagem de Manuela Pires. Passos Coelho e André Ventura no lançamento do livro "A Constituição Fluida". Foto: Manuel de Almeida/Lusa

Sentado ao lado de André Ventura, no auditório da Faculdade de Direito de Lisboa, Pedro Passos Coelho alertou esta terça-feira que os portugueses estão “impacientes” e à espera das reformas “prometidas”. Já no palco, o antigo primeiro-ministro foi mais contundente nas críticas aos atuais líderes políticos.

Passos Coelho voltou a pedir às “lideranças” para assumirem o seu papel e criticou quem se faz passar por um político populista para se conseguir manter no poder. Diz que essa atitude é de um politico “postiço” e de um “prostituto sem carácter”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

“Porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto, sem nenhum carácter, sem reduto de pensamento, simplesmente vendido ao aplauso que o momento lhe possa fornecer”, concluiu Passos Coelho.

O antigo primeiro-ministro, que elogiou a política do atual Governo que “conseguiu estancar a onda de imigração”, criticou quem se faz passar por populista para travar os partidos populistas de chegarem ao poder.

O que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço

“Quando, com medo do populismo, o político do mainstream lhe veste a casaca para evitar que o populismo chegue por voto ao palácio, e resolve então ser mais populista do que o populista, achando ele que não sendo verdadeiramente um populista é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro lá chegue, normalmente a história mostra que a coisa não funciona”, diz Passos Coelho.

Na apresentação do livro “A Constituição fluida” de Carlos Blanco de Morais, Pedro Passos Coelho voltou a dizer que “às vezes há coisas mais importantes do que ganhar eleições” e avisou que quem governa apenas para agradar aos outros não tem muito futuro.

“Mas a mesma multidão que o aplaude o condena, passado muito pouco tempo, quando o futuro que não é desejado chega. E, portanto, se não queremos que esse futuro chegue, se não queremos que esta Europa fluida tome conta do nosso espaço normativo e político, é preciso fazer qualquer coisa. E qualquer coisa que nos distinga dos outros”, pediu Pedro Passos Coelho.

E para começar, o antigo líder do PSD desafia os atuais líderes políticos a assumirem a liderança e a não governarem para agradar a todos.

“Escapar a uma maldição que tomou conta do espaço europeu de há muitos anos a este parte, mas também do espaço português, que é a dos líderes não quererem desagradar a ninguém. O que é uma coisa virtualmente impossível. Pelo menos durante muito tempo. Achei sempre que os políticos, que a política, por definição, compreende uma dimensão de liderança que é inescapável” avisou.

Passos elogia política de imigração

No discurso de quase 50 minutos, o antigo primeiro-ministro voltou a defender que, por vezes, nem sempre o que é importante é vencer eleições, mas antes, defender aquilo em que se acredita: “O mundo não vive daqueles que só querem ganhar com as ideias dos outros”.

A Europa está a deslaçar com esses movimentos imigratórios, que são demasiado intensos

Apesar de um discurso maioritariamente com críticas para o atual estado da situação no mundo e na Europa, Pedro Passos Coelho elogiou a política de imigração do Governo de Montenegro para “travar” uma situação que a “generalidade das pessoas considerava excessiva”.

“E, ainda bem que, por cá, as coisas, pelo menos, se travaram. Vamos ver se se resolvem. Acho que ainda estamos longe disso”, disse, para concluir que “ao ritmo em que as coisas estavam a processar, qualquer dia, estaríamos, com certeza, a falar não do povo português, nem da cultura portuguesa, nem de coisa nenhuma. Estaríamos a falar de outra coisa qualquer”.

“Porque a Europa está a deslaçar, de facto, com esses movimentos imigratórios, que são demasiado intensos. E, claro, a gente já sabe, não conseguimos viver sem os imigrantes, mas também não conseguimos viver com a quantidade de imigrantes que não se aculturam, que não se integram” alertou o antigo primeiro-ministro.

Passos Coelho fez esta afirmação e, mais à frente, garantiu que não é racista. “Todos nós trazemos uma miscigenação grande. Eu tenho turcos na família, portanto, seria o último a fazer considerações de natureza racista”, avisa Passos Coelho.

[notícia atualizada]

Ouvir
  • Noticiário das 19h
  • 17 jul, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque