Debate quinzenal
Montenegro compara Governo a "corredor de fundo" após críticas de Passos
27 mai, 2026 - 22:09 • Lusa
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou que seria desejável "um pouco mais de ritmo" na atividade política
O primeiro-ministro comparou esta quarta-feira o seu Governo a um "corredor de fundo" que "não pode "sprintar" nos primeiros tempos", depois de Pedro Passos Coelho ter pedido "um pouco mais de ritmo" na política portuguesa.
Durante o debate quinzenal, na Assembleia da República, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, foi o primeiro a fazer uma alusão às palavras do antigo primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho, afirmando de forma irónica que está solidário com Montenegro.
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"Vou-lhe confessar: sou a única pessoa neste Parlamento solidária com o primeiro-ministro. Aqueles que dizem que o senhor não tem ritmo, ai que ritmo que tem: é desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, com os olhos postos na Segurança Social, é o ataque aos direitos, é a falta de resolução para os problemas, tudo é negócio, a habitação, as creches, é o ataque brutal com o pensamento no século XIX, com o pacote laboral. Se não houvesse ritmo, então o que é que seria de nós?", questionou com ironia.
Na resposta ao líder do PCP, o primeiro-ministro aproveitou para responder também às palavras de Pedro Passos Coelho.
"Agradeço a sua solidariedade. Quando estamos assim no Governo, somos presos por ter cão e por não ter cão. Há os que dizem que estamos num ritmo demasiado lento ou demasiado rápido. Nós não estamos numa coisa nem noutra, nós estamos no nosso ritmo. Somos corredores com "endurance", somos corredores de fundo, somos corredores que sabem que para chegar ao fim numa maratona não se pode "sprintar" nos primeiros tempos, nem se pode ir demasiado devagar e deixá-los fugir e depois não os conseguir alcançar", argumentou.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho considerou na terça-feira que seria desejável "um pouco mais de ritmo" na atividade política, admitindo que os portugueses "estão impacientes", num diálogo com André Ventura à entrada para a apresentação de um livro, em Lisboa.
- Noticiário das 2h
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