"Labirinto de interpretações"
Montenegro é um "político postiço"? Passos Coelho não revela alvo de críticas
29 mai, 2026 - 14:44 • Pedro Mesquita , Eduardo Soares da Silva (texto)
Antigo primeiro-ministro não quer "acrescentar nem retirar" ao que disse na terça-feira quando criticou atitudes de políticos “postiços” e de “prostitutos sem carácter”.
Pedro Passos Coelho não esclarece se estava a referir-se ao primeiro-ministro Luís Montenegro quando criticou, na última terça-feira, os "políticos postiços" que se fazem passar por populistas para se conseguirem manter no poder.
À margem das comemorações dos 850 anos de mutualismo em Portugal, Passos Coelho afirmou que não sente "nenhuma necessidade de fazer interpretações sobre o que disse."
"Nem acrescentar, nem retirar", destaca.
"Labirinto de interpretações"
Na terça-feira, Pedro Passos Coelho afirmou que os portugueses estão “impacientes” à espera das reformas “prometidas” e criticou atitudes de políticos “postiços” e de “prostitutos sem carácter”.
“Porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto, sem nenhum carácter, sem reduto de pensamento, simplesmente vendido ao aplauso que o momento lhe possa fornecer”, afirmou na terça-feira, na Faculdade de Direito de Lisboa, num evento com André Ventura.
Esta sexta-feira, questionado pela Renascença se estava a falar sobre Luís Montenegro, Passos Coelho retorquiu: "Por que pergunta isso?"
"Está a ver que há sempre um labirinto de interpretações. Cada um interpreta como pode e, por vezes, como quer. Não quero regressar as esses labirintos a que tenho assistido, não é a minha função", concluiu.
No dia seguinte às declarações de Passos Coelho na Faculdade de Direito, Montenegro relativizou as críticas, comparando o Governo a "corredores de 'endurance', de fundo'.
"Sabemos que para chegar ao fim numa maratona não se pode 'sprintar' nos primeiros tempos", disse, no debate quinzenal na Assembleia da República.
- Noticiário das 6h
- 17 jul, 2026











