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Diretas no PSD

Menos votos e mais abstenção: Montenegro foi reeleito para terceiro mandato no PSD

30 mai, 2026 - 23:27 • Manuela Pires

O líder do PSD promete no próximo mandato de dois anos “trabalhar, trabalhar” para não defraudar as expectativas que quem votou no PSD.

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Luís Montenegro foi reeleito este sábado líder do PSD, com 94,8 por cento, mas com menos votos e com uma abstenção superior à das diretas de 2024.

Segundo os resultados divulgados pelo Conselho Nacional de Jurisdição do PSD, num total de 56.868 militantes inscritos, votaram 15.261. Luís Montenegro obteve 14.467 votos e registaram-se ainda 525 votos em branco e 269 nulos.

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Há dois anos, nas diretas de setembro de 2024, Luís Montenegro obteve 97,4 por cento dos votos, ou seja, 16621, sendo que o universo de votantes era inferior, de apenas 41 863 militantes.

Montenegro promete trabalhar para não defraudar expectativas

O líder do PSD, reeleito esta noite, garantiu que vai trabalhar para não defraudar as expectativas de quem votou no partido.

“Estamos focados em não defraudar as expectativas que foram criadas sobre nós. Sabemos que as pessoas, os portugueses, nos confiaram a responsabilidade de olhar pelo seu presente e pelo seu futuro”, disse o primeiro-ministro.

Numa mensagem vídeo divulgada nas redes sociais, Montenegro agradece aos militantes que votaram nestas diretas e promete que o governo vai fazer do país um “Portugal Maior”.

“Nós vamos nestes dois anos assumir a nossa responsabilidade, vamos trabalhar, trabalhar, trabalhar e vamos concentrar-nos em fazer de Portugal um país maior”, insiste Montenegro usando o título da moção que leva ao congresso.

Nesta mensagem de cerca de quatro minutos, o primeiro-ministro refere que os portugueses podem contar com um futuro melhor, porque o país é um exemplo na Europa de estabilidade social e financeira.

“Portugal é hoje um país que é um exemplo na Europa e é uma referência no mundo, ao nível da estabilidade económica, da estabilidade financeira, da estabilidade social e também como fator de acreditarmos num mundo melhor para o futuro” referiu.

“Nós somos um país com pontes, com todos os continentes, com todos os espaços e geografias à volta do mundo. E é por isso que nós podemos ajudar também a resolver conflitos, a ultrapassar muitas das divergências que a nível político e comercial hoje nos comprimem a capacidade de crescimento”, disse Montenegro repetindo uma ideia que escreveu na moção que leva ao congresso do partido que se realiza a 20 e 21 de junho em Sangalhos, Anadia.

Há dois anos a governar o país, o primeiro-ministro enumera as medidas que o executivo aprovou e que aumentaram os rendimentos dos mais idosos, a descida do IRS e outras propostas nas áreas da educação, saúde e mobilidade.

Luis Montenegro aponta ainda a reforma do estado, como uma prioridade e um “combate sem tréguas à burocracia” porque entende que só assim o país se torna mais competitivo.

O líder do PSD compromete-se a trabalhar para tornar o país “Maior” e isso quer dizer um país “que dá esperança, um país solidário, um país que não deixa ninguém para trás. Trata daqueles que estão infelizmente e de forma conjuntural na pobreza para os tirar da pobreza”.

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