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MAI anuncia reforço de 340 operacionais nos aeroportos em 4 de julho

05 jun, 2026 - 14:25 • Lusa

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse esta sexta-feira estar orgulhoso do trabalho realizado pela PSP no dia da greve geral.

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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou esta sexta-feira que os aeroportos internacionais portugueses terão um reforço de 340 elementos de segurança, que estão em formação, a partir de 4 de julho.

"No próximo dia 4 de julho colocaremos mais 340 pessoas, elementos da PSP que estão agora a ter formação específica nas fronteiras. Para Lisboa seguirão 140, 100 para o Porto, depois para Faro, Funchal e Ponta Delgada", anunciou o ministro em declarações a jornalistas à margem da inauguração das obras de requalificação do quartel da GNR de Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu.

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Luís Neves disse que "todo o caminho está a ser feito com muito esforço", lembrando que "já esta semana" a PSP "alocou mais meios humanos que já estão a fazer a diferença", com cerca de 50 elementos em Lisboa.

"Temos novos espaços para acolher as pessoas, estamos a adquirir equipamentos tecnológicos, que já foram alocados, temos mais 'boxes', onde vão estar mais elementos da PSP, e por isso, estamos a procurar criar as condições para que a operação durante o verão, e para sempre, seja diferente, para melhor", reforçou.

O governante também disse que "até chegar ao ponto ótimo", que espera que seja alcançado "no mais curto" tempo possível, "há questões digitais que têm de ser resolvidas", até porque "colocam em causa a celeridade" das operações.

"Mas não é imputável a Portugal, portanto, isto é um trabalho de todos no sentido de equilibrarmos dois temas: em primeiro lugar a segurança, sabermos quem entra e quem sai e, por outro lado, o desembaraço dos passageiros, porque a vertente de quem nos procura, de quem sai, sobretudo o turismo, é muito relevante e o Governo está muito empenhado", afirmou.

Luís Neves considerou ainda ser "importante olhar para as operações dos últimos dias" nos aeroportos e deu como exemplo o último sábado, que "talvez tenha sido o dia do ano em que mais passageiros utilizaram os aeroportos portugueses", sustentando que "a operação correu muito bem".

O ministro adiantou também que a comunicação social, pela qual disse ter "muito respeito pela que é livre e informa bem", deveria fazer notícia e não deturpar a realidade "em alguns casos, maldosamente, de uma forma deturpada e com mentiras e inverdades, que há de chegar o tempo de falarmos sobre elas, a denegrir o trabalho de quem está nos aeroportos, a denegrir a imagem do país, com imagens de tempos, algumas fabricadas, e outras com mensagens que não correspondem à verdade".

Questionado sobre os casos que indicava, o ministro respondeu que "a seu tempo" falará sobre o assunto, acrescentando que não é "gago" nem tem "medo de dizer as coisas".

Ministro diz estar orgulhoso do trabalho da PSP no dia da greve geral

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse estar orgulhoso do trabalho realizado pela PSP no dia da greve geral.

"Total confiança, respaldo, apoio e suporte às forças de segurança. Cumpriram a sua missão, tenho orgulho no trabalho que fizeram, não pode haver nem desordem, nem desacatos. Vivemos num país com lei, com ordem, com disciplina, com organização e ela tem que prevalecer", afirmou Luís Neves.

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas à margem da inauguração das obras de requalificação do quartel da GNR de Vila Nova de Paiva, no distrito de Viseu, a propósito das detenções realizadas em 03 de junho, dia da greve geral, em frente à Assembleia da República, em Lisboa.

"A PSP atuou no cumprimento da lei, atuou bem, com firmeza e robustez, impondo a força necessária para que a lei fosse cumprida. Sempre disse e direi aos homens e mulheres da GNR e da PSP que terão sempre o meu respaldo quando façam o seu trabalho no sentido de repor a ordem pública", afirmou.

Luís Neves disse que "foi isso que a PSP fez, repondo a ordem pública", distinguindo quem estava a provocar desacatos, a criar desestabilização e a desobedecer às ordens legítimas da polícia, tendo aproveitado para felicitar a PSP pelo trabalho realizado.

"No nosso país e com este Governo, e comigo, não haverá lugar a comportamentos extremistas, a comportamentos que ponham em causa o cumprimento da lei. A lei, a ordem e a segurança das pessoas e do património são o foco deste Governo e das polícias", indicou.

O ministro acrescentou que comportamentos como os que aconteceram "serão sempre reprimidos com a força necessária para repor a ordem pública", atuando com "firmeza e robustez".

"É um trabalho das polícias que eu, enquanto ministro da Administração Interna, reconheço e aplaudo", reforçou.

Pelo menos seis pessoas foram detidas na quarta-feira junto ao parlamento, em Lisboa, no final da manifestação da CGTP, após confrontos com a PSP, estando indiciadas por desobediência e resistência e coação sobre funcionário, segundo a polícia.

O responsável pelo Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP, superintendente Resende da Silva, disse aos jornalistas, junto à Assembleia da República, que os detidos estavam, cerca das 20h00, a ser identificados e posteriormente seriam ouvidos em primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

Uma outra fonte policial admitiu à Lusa que os detidos possam incorrer ainda nos crimes de dano, devido aos fogos ateados em caixotes do lixo, bem como pelo arremesso de garrafas de vidro e outros objetos contundentes contra agentes da PSP, tendo alguns polícias sofrido ferimentos ligeiros.

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