10 de junho
Seguro: "Língua portuguesa não se confina a um povo ou espaço"
06 jun, 2026 - 09:28 • Tomás Anjinho Chagas (enviado ao Luxemburgo)
Presidente da República foi recebido este sábado pelos Grão-Duques do Luxemburgo e assinalou a importância da língua para os portugueses que estão emigrados e cita Camões: "Talvez só se vê um país inteiro quando se está suficientemente longe dele".
O Presidente da Rapública, António José Seguro, numa mensagem escrita para o 10 de junho faz da língua portuguesa o tema para dizer que "não se confina a um povo" e que "foge a qualquer apropriação".
A língua portuguesa é assim, segundo Seguro, de "quem a aprende". "É de muitos povos e culturas, com muitas falas, sotaques e timbres. Diversa nas suas qualidades e pródiga a unir-nos", pode ler-se na mensagem do Presidente.
O Chefe de Estado diz ainda que "é o que nos une mesmo distantes um dos outros" e assinala a importância para os portugueses a viver no estrangeiro: "A língua portuguesa é uma pertença que dispensa fronteiras".
Seguro cita Camões para evidenciar a proximidade da diáspora ao país: "Na verdade, talvez só se vê um país inteiro quando se está suficientemente longe dele".
"A língua portuguesa também não se confina a um povo, foge a qualquer apropriação", avisa o Presidente, nesta mensagem enviada aos órgãos de comunicação social da comunidade portuguesa.
Seguro recebido pelos Grão-Duques
"Não somos portugueses de segunda"
António da Silva Martins estava junto às baias para ver António José Seguro, mas chegou tarde: "Vim para isso, mas cheguei mais atrasado.
Mora no Luxemburgo há 35 anos e assume que gosta de ver políticos portugueses no país: "Sentimos que há qualquer coisa da nossa terra que vem aqui".
Este emigrante pede que Seguro "ajude um bocadinho as comunidades" e deixa um desabafo: "Que se lembrem que existimos, não somos portugueses de segunda".
- Noticiário das 15h
- 22 jul, 2026





