Investigação
Presidente da Câmara da Amadora constituído arguido na Operação Imergente
13 jun, 2026 - 21:33 • Catarina Magalhães
Autarca socialista é alegadamente suspeito do crime de prevaricação por não ter respeitado as regras de contratação pública.
Depois da megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) no fim de maio que resultou em quatro detidos já libertados, o presidente da Câmara da Amadora, Vítor Ferreira, é arguido na Operação Imergente, avançou este sábado o jornal "Observador".
O autarca socialista é alegadamente suspeito do crime de prevaricação por não ter respeitado as regras de contratação pública.
Segundo o mesmo jornal, Vítor Ferreira recorreu a "um ajuste direto de 2.200 euros (mais IVA) para um contrato do qual Duarte Moral é o beneficiário", uma das quatro pessoas detidas que está a aguardar o desenrolar do processo em liberdade – diretor de comunicação do Partido Socialista (PS) e antigo assessor do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
Vítor Ferreira foi considerado o 8º arguido durante as buscas judiciais de 28 de maio às instalações da autarquia da Amadora. A chefe de gabinete também foi constituída arguída.
Operação imergente
PS remete para FAUL decisão sobre confiança política em Sérgio Cintra e Carla Madeira
À margem da Festa da Cereja, em Resende, José Luís(...)
Em causa, este pagamento de Vítor Ferreira a Duarte Moral serviu alegadamente para lhe escrever um discurso para a cerimónia do 25 de Abril deste ano no município, que se dividiu num momento mais institucional e, momentos depois, na inauguração de uma peça artística de Vhils em homenagem a Mário Soares.
Entre as medidas de coação, Duarte Moral ficou proibido de contactar com o autarca da Amadora e com a sua chefe de gabinete, tal como de entrar nas instalações da Câmara.
A Operação Imergente está a investigar alegados crimes no universo autárquico socialista.
Estes crimes de prevaricação e participação económica em negócio podem estar relacionados com contratos no valor de dois milhões de euros e a contratação de militantes socialistas.
“O inquérito tem por objeto principal a investigação de factos relativos a adjudicações por autarquias, cujo valor global ascende a quase dois milhões de euros, bem como a emissão de faturas para recebimento indevido, por dois suspeitos, de quantias de partido político”, indica o Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP Lisboa).
Foram realizadas buscas na sede do Partido Socialista (PS), no Largo do Rato, em Lisboa, nas juntas de freguesia de Santa Maria Maior e Misericórdia, em Lisboa, e nas autarquias de Mafra, Oeiras e Amadora.
- Noticiário das 21h
- 12 jul, 2026







