PS
José Luís Carneiro: Se o Governo aprovar a lei laboral com o Chega, "o diabo veste Prada"
15 jun, 2026 - 13:59 • Jaime Dantas
O secretário-geral do PS acusa o Governo de estar "tomado pela insensibilidade e desumanidade" e de "não ter pejo em estar num baile de máscaras com o Chega" para aprovar a proposta no Parlamento.
O secretário-geral do PS lamenta, esta segunda-feira, que o primeiro-ministro esteja a participar num "baile de máscaras" com André Ventura, referindo-se às negociações entre PSD e Chega para aprovar a nova lei laboral.
Aos jornalistas, à margem de uma visita aos estaleiros navais de Viana do Castelo, inserida num périplo por empresas ligadas à economia do mar, José Luís Carneiro acusou o Governo de "insensibilidade" ao apresentar uma reforma que "liberaliza os despedimentos, aumenta a precariedade e prejudica as condições de vida dos mais jovens, das mulheres, das famílias e dos mais vulneráveis".
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"O Governo está tomado pela desumanidade, está tomado pela insensibilidade. E por isso, não tem pejo em estar neste baile de máscaras com o Chega", disse.
Na véspera de uma reunião entre Montenegro e Ventura, com o objetivo de passar a lei no Parlamento, questionado sobre a possibilidade de um acordo entre os dois maiores partidos, José Luís Caneiro respondeu com o título de um conhecido filme: "O diabo veste Prada."
O líder socialista aponta ainda o dedo ao executivo por estar "preocupado com a ideologia em relação às bandeiras LGBT, questões da nacionalidade e da imigração". Temas que, sublinha "não se servem à mesa", aludindo às dificuldades vividas pelas famílias que "não têm que comer" ou nas dificuldades em "pagar as rendas da casa".
"Aquilo que é prioritário para as pessoas é termos hoje capacidade de responder ao custo de vida, responder às políticas de habitação, da saúde, para termos uma economia que produza mais riqueza e que pague melhor salários", termina.
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