Administração Interna
"Ainda estamos na fase da justiça", diz MAI sobre o caso Odair Moniz
17 jun, 2026 - 13:44 • Susana Madureira Martins com Lusa
Luís Neves não manifestou qualquer opinião pela sentença, mas referiu ser "evidente" que "temos de distinguir situações de risco em que o agente policial procura fazer bem e tem um ato que leva a um desfecho trágico". Sobre o caso da esquadra do Rato, o ministro admite que "a cadeia de comando pode ter falhado".
[Notícia corrigida às 19h23, de 17/06/2026 – versão inicial tinha como título "Morte de Odair Moniz: "Cadeia de comando pode ter falhado", admite MAI". Quando falou em possíveis falhas de comando, o ministro referia-se ao caso da Esquadra do Rato e não ao caso Odair Moniz, esclareceu posteriormente a assessoria do Ministério da Administração Interna]
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, recorda que o caso da morte de Odair Moniz por um agente da PSP, na Amadora, "ainda está na fase da justiça".
O agente Bruno Pinto foi esta semana condenado a três anos e seis meses de pena suspensa, mas o Ministério Público já anunciou que vai recorrer.
Questionado sobre o caso, esta quarta-feira, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o ministro Luís Neves preferiu não manifestar qualquer opinião sobre a sentença.
Luís Neves sublinha que "ainda estamos na fase da justiça" e há inquéritos internos em curso.
"Cadeia de comando pode ter falhado" na esquadra do Rato
No Parlamento, Luís Neves falou também sobre o caso de alegada violência policial na esquadra do Rato, em Lisboa.
"Há uma questão de cadeia de comando que pode ter falhado e tem que ser avaliada", respondeu o ministro da Administração Interna.
O governante disse ser "evidente" que "temos de distinguir situações de risco em que o agente policial procura fazer bem e tem um ato que leva a um desfecho trágico", referindo que essas, "naturalmente, são situações marginais".
Luís Neves garante que "qualquer elemento policial que, com coragem e brio, procure cumprir a sua missão e que algo lhe corra mal" terá o seu "entendimento naquilo que for possível".
Pelo contrário, "todo o agente policial que ponha em causa a dignidade da pessoa humana de forma dolosa, reiterada, minta, falsifique, sobretudo, para escamotear a verdade que deve presidir, não terá o meu beneplácito", sublinhou.
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