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NATO. Portugal registou em 2025 maior aumento anual da despesa em Defesa da última década

05 jul, 2026 - 08:11 • Lusa

Portugal registou o maior aumento anual da despesa em Defesa da última década entre 2024 e 2025. País cumpriu pela primeira vez a meta da NATO de 2% do PIB. Investimento ascendeu a 6,1 mil milhões de euros.

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Portugal registou, entre 2024 e 2025, o maior aumento anual da despesa em Defesa da última década, elevando o investimento para 6,1 mil milhões de euros e cumprindo, pela primeira vez, a meta da NATO de 2% do PIB.

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De acordo com o relatório anual divulgado pela Aliança Atlântica, cuja cimeira decorre terça e quarta-feira, em Ancara, capital da Turquia, a despesa portuguesa em Defesa no passado rondou os seis mil milhões de euros, contra 4,4 mil milhões em 2024, o que representa um aumento de cerca de 1,6 mil milhões de euros num ano.

Analisando a trajetória anual da despesa desde 2015, disponibilizada no mesmo relatório, é possível concluir que Portugal nunca tinha aumentado de forma tão significativa o seu investimento nesta área em apenas um ano.

O segundo maior "salto" registou-se de 2023 para 2024, com um reforço da despesa de 919 milhões de euros.

Apesar de continuar entre os países da NATO que menos investem em Defesa, a média da Aliança é de 2,77% do PIB, Portugal foi, em 2025, o 12.º aliado que mais aumentou a sua despesa face ao ano anterior.

Segundo o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o país chegará à próxima cimeira com 2,01% do PIB alocado a esta área de soberania, meta traçada pela Aliança há mais de dez anos.

Portugal segue assim a tendência da maioria dos países europeus e do Canadá, num contexto de recuo do investimento dos Estados Unidos da América (EUA) na NATO e depois de a última cimeira da Aliança, em Haia, nos Países Baixos, ter estabelecido como nova meta os 5% do PIB até 2035: 3,5% para "gastos puros" com Defesa, como Forças Armadas, equipamento e treino, e 1,5% para investimentos como infraestruturas e indústria.

A maior parte do investimento português continua alocada a despesas com pessoal, que representam cerca de 45% do total, menos do que em 2024, quando esta categoria representava 54,7%.

Em segundo lugar surge a categoria de "outros", com 31,38%, onde se incluem despesas com "operações e manutenção", investigação e desenvolvimento e "despesas não enquadradas nas restantes categorias".

Seguem-se as despesas com equipamento, que aumentaram face ao ano passado, de 15% para 21%, e as despesas com infraestruturas, que representam 2,15% do total.

A cimeira da NATO vai decorrer em Ancara, capital da Turquia, país no qual Portugal tem atualmente dois navios reabastecedores a ser construídos: o NRP Luís de Camões e o D. Dinis, com entrega prevista para 2028.

Além disso, no início deste ano, Nuno Melo deslocou-se à Turquia, numa aeronave KC-390, para explorar oportunidades de negócio e possíveis parcerias, tendo visitado a conhecida Baykar, especializada no desenvolvimento e produção de drones, utilizados em teatros de operações como a Ucrânia.

Numa altura em que os EUA exigem um reforço do pilar europeu da NATO e criticam fortemente alguns aliados, nomeadamente países como Espanha, Itália ou o Reino Unido, que recusaram ceder as suas bases militares para operações ofensivas contra o Irão, Portugal tem mantido uma postura colaborante, sem antagonizar a administração norte-americana.

O país tem sido, aliás, elogiado pela administração de Donald Trump, nomeadamente no que toca ao uso da Base das Lajes, nos Açores, e a aliança transatlântica pode, inclusive, ser reforçada caso Portugal escolha os F-35 norte-americanos para substituir os F-16, decisão que não se prevê que saia desta cimeira.

O negócio está também a ser disputado por empresas europeias, como a Saab, que utilizam o argumento do reforço da autonomia estratégica da União Europeia como trunfo. Neste âmbito, Portugal candidatou-se ao mecanismo de empréstimos europeus SAFE, com uma proposta de 5,8 mil milhões de euros, que inclui a aquisição de fragatas, satélites, blindados, sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, drones e munições.

O apoio à Ucrânia estará também na agenda dos aliados. No mês passado, o Governo português aprovou uma resolução que autoriza a realização de despesa até cerca de 130,4 milhões de euros para apoio a Kiev este ano.

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  • Qual defesa?
    05 jul, 2026 Fantasia 12:10
    É pouco e vem com 10 anos de atraso até porque muita dessa verba é para obras em quarteies sem soldados nem armas, alojamentos para soldados inexistentes, e pagar promoções. Marinha com 7 navios onde só os 2 submarinos são modernos, Força aérea com 24 F-16 com quase 40 anos de serviço, exercito sem efetivos nem armas pesadas dignas desse nome, e Defesa anti-aerea inexistente se descontarmos os F-16 e misseis Sea-Sparrow das fragatas que serão inuteis contra balisticos e drones modernos. Defesa? Fantasia!

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