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Casa Comum

Duarte Pacheco. Ministro não tem "possibilidades de continuar no Governo" se as notas se atrasarem

09 jul, 2026 - 04:18 • José Pedro Frazão

No programa "Casa Comum", o social-democrata Duarte Pacheco considera que o dia 17 de julho será decisivo para a manutenção do governante. Já a socialista Mariana Vieira da Silva critica o ministro da Educação por ter inicialmente desvalorizado as queixas de professores, ficando também isolado na gestão política da crise.

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O social-democrata Duarte Pacheco defende que o ministro da Educação não terá condições para continuar no Governo, caso as notas da primeira fase de exames nacionais não saiam, como previsto, no dia 17 de Julho. Face aos problemas no processo de distribuição e correção das provas, esta é a nova data definida por Fernando Alexandre para publicação das pautas dos exames.

"Se chegarmos no dia 17 e as notas não saírem, o ministro fica com poucas palavras para poder aparecer à frente dos portugueses e dizer mais alguma coisa. Significa que não identificou o problema, não o conseguiu resolver e, nesse caso, duvido que tenha possibilidades de continuar em funções, porque vai ficar sempre minado por isso", argumenta o ex-deputado do PSD. Confessando ter boas expetativas em relação ao atual ministro da Educação, Duarte Pacheco critica as intervenções do governante em todo o processo de exames, assinalando que Fernando Alexandre "ainda não conseguiu dizer às pessoas onde é que está a causa do problema".

Noutro plano, o ex-parlamentar critica o ministro ao referir-se à "imprudência" de famílias e por admitir possíveis compensações aos lesados, apesar de as considerar difíceis de executar.

"O mesmo governo ainda não conseguiu atribuir as ajudas às autarquias, às famílias e às empresas que tiveram problemas com as intempéries, que seriam mais fáceis de provar do que perdas com este atraso", responde Duarte Pacheco no programa "Casa Comum".

Um ministro abandonado?

Por seu lado, a ex-ministra socialista Mariana Vieira da Silva diz que haverá sempre "responsabilidades políticas" a retirar deste processo "a partir do momento em que o ministro se compromete como o fez". Outra coisa é a possibilidade real de Fernando Alexandre sair do Governo. "Não tenho a certeza que deixará de ser ministro deste governo, porque não me parece que este governo tenha, com frequência, essa capacidade de perceber que há situações que se tornam insustentáveis", argumenta a deputada do PS.

"O problema é que depois os ministros ficam sem autoridade política e tudo o que quiserem fazer a seguir, não é feito", analisa a ex-ministra que diz ser esta a posição que tem sido protagonizada pela titular da pasta da Saúde. "A credibilidade das medidas seguintes está minada à partida e isto não é bom para um governo", acrescenta Mariana Vieira da Silva.

Acresce ainda a tese da solidão de Fernando Alexandre na gestão política desta crise. "Não se ouve o Ministro da Presidência, não se ouve o Ministro da Reforma do Estado, pessoas que também têm a ver com aquilo que está a acontecer e com as mudanças que fora feitas. Os ministros parecem sempre sozinhos perante os problemas", critica Mariana Vieira da Silva que identifica a ausência de ministros de coordenação política.

"Cada vez que há um problema, fica um ministro sozinho no seu emaranhado e que chegou ao ponto de dizer que as famílias não tinham sido prudentes ao acreditar no calendário que ele próprio tinha publicado", critica Mariana Vieira da Silva na Renascença.

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  • Petervlg
    09 jul, 2026 Trofa 13:48
    Deixem as pessoas trabalharem, querem ser inovadores, sem fazerem nada. Sejam sérios.

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