Marisa Matias. “Marcelo é um risco para a estabilidade da vida das pessoas”
19 jan, 2016 - 17:36
A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda defende que Marcelo Rebelo de Sousa personifica as políticas de que o país se livrou nas eleições de Outubro do ano passado. Eleger Marcelo é embarcar numa viagem ao passado que ela não quer fazer.
Veja também:
Marisa aponta baterias a Marcelo, o alvo a abater nas eleições de domingo. Porquê? “É um risco para a estabilidade da vida das pessoas”, argumentou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda à Renascença.
Marisa Matias explica que Marcelo Rebelo de Sousa contribuiu para a instabilidade na vida dos portugueses, quando “defendeu o BES contra as pessoas que lá tinham dinheiro” e o “governador do Banco de Portugal dizendo que a banca estava blindada quando andamos a pagar seis bancos, há seis anos”.
Marisa deu o exemplo recente do caso Banif, em que o Estado injectou “o mesmo dinheiro que foi cortado na saúde e faz com que haja pessoas a morrer”.
Ainda sobre o candidato mais bem colocado para vencer as eleições, a candidata do BE alerta para o regresso “uma política velha que nos trouxe à desgraça”. “Há o risco de voltar aquilo de que nos libertamos há tão pouco tempo”.
Na entrevista à Renascença, Marisa Matias não quis precisar qual seria um bom resultado para a candidatura que encabeça, se passar a uma segunda volta ou se ficar à frente do candidato apoiado pelo PCP Edgar Silva. “Não estou a fazer campeonatos futebolísticos”, defende.
Marisa garante que se candidata para evitar que haja mais casos como o de uma idosa que conheceu durante esta campanha.
“Uma senhora com 85 que não sabe escrever nem ler, teve 15 filhos, e continua a trabalhar porque tem três filhos, com idades em trono dos 50 anos, que são desempregados de longa duração”, relata.
Quanto a proliferação de candidatos nesta eleição, mesmo à esquerda, Marisa Matias sublinha que não tem problemas com a pluralidade, mas diz que quem a conhece sabe que sempre “trabalhou pela convergência” e que não foi por ela que não foi possível que isso acontecesse.
Por isso, refere, “há um risco enorme de ter como candidato mais bem colocado quem representa a velha politica e os velhos interesses”.
Marisa diz ainda que tem feito a campanha na tentativa “permanente de trazer a política” e na defesa dos serviços públicos.
A Renascença realiza esta segunda e terça-feira uma série de pequenas entrevistas aos candidatos à Presidência da República. Paulo Morais, Maria de Belém Roseira,Cândido Ferreira, Jorge Sequeira, Edgar Silva, Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa já foram ouvidos.
- Noticiário das 9h
- 18 jun, 2026








