Ouvir
  • Noticiário das 9h
  • 18 jun, 2026
A+ / A-

Marisa Matias. “Marcelo é um risco para a estabilidade da vida das pessoas”

19 jan, 2016 - 17:36

A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda defende que Marcelo Rebelo de Sousa personifica as políticas de que o país se livrou nas eleições de Outubro do ano passado. Eleger Marcelo é embarcar numa viagem ao passado que ela não quer fazer.

A+ / A-

Veja também:


Marisa aponta baterias a Marcelo, o alvo a abater nas eleições de domingo. Porquê? “É um risco para a estabilidade da vida das pessoas”, argumentou a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda à Renascença.

Marisa Matias explica que Marcelo Rebelo de Sousa contribuiu para a instabilidade na vida dos portugueses, quando “defendeu o BES contra as pessoas que lá tinham dinheiro” e o “governador do Banco de Portugal dizendo que a banca estava blindada quando andamos a pagar seis bancos, há seis anos”.

Marisa deu o exemplo recente do caso Banif, em que o Estado injectou “o mesmo dinheiro que foi cortado na saúde e faz com que haja pessoas a morrer”.

Ainda sobre o candidato mais bem colocado para vencer as eleições, a candidata do BE alerta para o regresso “uma política velha que nos trouxe à desgraça”. “Há o risco de voltar aquilo de que nos libertamos há tão pouco tempo”.

Na entrevista à Renascença, Marisa Matias não quis precisar qual seria um bom resultado para a candidatura que encabeça, se passar a uma segunda volta ou se ficar à frente do candidato apoiado pelo PCP Edgar Silva. “Não estou a fazer campeonatos futebolísticos”, defende.

Marisa garante que se candidata para evitar que haja mais casos como o de uma idosa que conheceu durante esta campanha.

“Uma senhora com 85 que não sabe escrever nem ler, teve 15 filhos, e continua a trabalhar porque tem três filhos, com idades em trono dos 50 anos, que são desempregados de longa duração”, relata.

Quanto a proliferação de candidatos nesta eleição, mesmo à esquerda, Marisa Matias sublinha que não tem problemas com a pluralidade, mas diz que quem a conhece sabe que sempre “trabalhou pela convergência” e que não foi por ela que não foi possível que isso acontecesse.

Por isso, refere, “há um risco enorme de ter como candidato mais bem colocado quem representa a velha politica e os velhos interesses”.

Marisa diz ainda que tem feito a campanha na tentativa “permanente de trazer a política” e na defesa dos serviços públicos.

A Renascença realiza esta segunda e terça-feira uma série de pequenas entrevistas aos candidatos à Presidência da República. Paulo Morais, Maria de Belém Roseira,Cândido Ferreira, Jorge Sequeira, Edgar Silva, Sampaio da Nóvoa e Marcelo Rebelo de Sousa já foram ouvidos.

Ouvir
  • Noticiário das 9h
  • 18 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque