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Edgar Silva espera “expressão eleitoral muito visível e forte, para que Abril possa vencer"

20 jan, 2016 - 23:38

Candidato presidencial garante que, se for eleito, promete "nunca trair os trabalhadores e trabalhadoras de Portugal".

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O candidato Edgar Silva frisa que a sua é a única proposta para a Presidência da República sem castrações dos ideais de Abril, acrescentando sentir "dinâmica de crescimento, muito além daquilo que a ciência da sondagem consegue captar".

Num comício nocturno em Almada, com cerca de mil apoiantes, o membro do Comité Central do PCP prognosticou para domingo uma "expressão eleitoral muito visível e forte, para que Abril possa vencer".

"Temos de evitar, combater e esclarecer tudo o que possa ser essa tendência para escolher do mal o menos, em função do mal menor. A tarefa de esclarecer é fundamental, porque temos de avisar toda a gente, tal como não queremos viver a vida pela metade, também na hora do voto, temos de assumir uma opção pela positiva, pelos valores de Abril, da solidariedade, da liberdade, da democracia, da paz", incitou.

O deputado regional madeirense prometeu, no caso de vir a ser eleito o mais alto magistrado da nação, "nunca trair os trabalhadores e trabalhadoras de Portugal".

"Como nas nossas vidas, ou se assume rejeitar tudo quanto seja a tentativa de castrar o desejo, de amputar a vontade, de cortar a ambição, de condicionar o projecto ou... vivemos esse desafio e temos de assumir esse anseio", reforçou, referindo-se a eventuais opções pelo voto útil por um dos candidatos da esquerda mais bem colocados nos estudos de opinião.

Para Edgar Silva, "o voto não pode ser visto como um mal menor, mas sim um bem maior".

Segundo o candidato comunista, cada cidadão eleitor que respeite os valores de Abril tem de estar identificado na totalidade com algo que o "envolve até às entranhas".

"Há uma candidatura que é a candidatura de Abril, a minha/nossa candidatura!", assegurou.

Já o secretário-geral do PCP acusa o candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa de ser "independente e distante, mas dos trabalhadores e dos explorados", protagonizando uma campanha de "bolinhos e banalidades".

Jerónimo de Sousa visou o "candidato de PSD e CDS" que, disse, já foi "tudo e um par de botas" ao serviço dos sociais-democratas, de presidente a deputado e autarca e conselheiro de Estado de Cavaco Silva.

"Se alguma vez foi independente ou distante foi dos trabalhadores e dos explorados, os que sofrem pelas políticas, os trabalhadores e o povo", condenou o líder comunista, acusando Rebelo de Sousa de se propor ser um "falso árbitro", até porque "a Constituição não precisa de árbitros, precisa de alguém que a defenda, a cumpra e a faça cumprir".

Segundo Jerónimo de Sousa, Rebelo de Sousa defendeu "o escândalo que vai custar aos contribuintes três anos de sobretaxas (de IRS) para o Banif".

"Esse candidato que agora se apresenta como se fosse independente, que foi tudo e mais um par de botas no PSD - presidente, conselheiro indicado por Cavaco Silva, deputado e autarca e, nesta ultima campanha, apoiou o Governo PSD/CDS", continuou o líder comunista.

O secretário-geral do PCP congratulou-se com o facto de, do lado do seu partido, haver "gente que não desiste, que não se submete e vai até onde os portugueses a queiram levar", sem aceitar "um qualquer lugar subalterno ou secundário".

"Diz que não confunde as funções de Presidente da República com as de primeiro-ministro para justificar a sua campanha de bolinhos e banalidades, mas são muitas palavras em torno de nada e coisa nenhuma", tornou a lamentar acerca de Rebelo de Sousa.

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