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Marcelo discursa em Santa Apolónia. “O meu compromisso é com os portugueses”

20 jan, 2016 - 22:18

Uma campanha não se mede “pelo número de manifestantes organizados”, mas “pelo número de almas que se consideram confiantes", declarou o candidato presidencial.

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Marcelo Rebelo de Sousa discursou esta quarta-feira na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa. O candidato presidencial afirma que o seu compromisso é com os portugueses e passa por cima dos partidos.

“Eu tive alguma dificuldade em fazer entender, àqueles que pensavam em esquemas clássicos, que eleições presidenciais não são eleições legislativas e que eleições presidenciais não são nem segunda, nem terceira, nem quarta volta de nenhumas outras eleições”, afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS.

Antes de embarcar no comboio rumo à cidade do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa disse que uma campanha não se mede “pelo número de manifestantes organizados”, mas “pelo número de almas que se consideram confiantes, motivadas, mobilizadas por um determinado candidato”.

“Essa é a mensagem fundamental e, por isso, a ser eleito, o meu compromisso é com as portuguesas e com os portugueses”, sublinhou o antigo comentador.

Acompanhado pela antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite, afirmou que o seu compromisso “passa por cima dos partidos, de parceiros económicos, sociais e culturais. Não os ignora, considera-os fundamentais para a construção da democracia, mas a relação do Presidente da República com o povo português é uma relação directa, que supõe que ele se encontre acima dos protagonistas partidários, económicos, sociais ou culturais”.

Na assistência desta sessão pública "original", como o próprio a definiu, estiveram também a anterior presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, o ex-eurodeputado do CDS-PP Diogo Feio e o dirigente do PPM Gonçalo da Câmara Pereira.

Num palco montado junto a uma das saídas da gare ferroviária, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a escolha desse lugar "tem um sentido", que é lembrar todos os "compatriotas" que dali partiram para a Europa porque "não encontravam condições para poder viver em Portugal", nos anos 60 e 70 do século passado.

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