Presidenciais 2016
Também vamos escolher o comandante supremo das Forças Armadas. O que defendem os candidatos?
20 jan, 2016 - 08:00 • Ana Rodrigues
Uma selecção de frases dos candidatos. Do combate ao Estado Islâmico ao prestígio das Forças Armadas.
Veja também:
Marcelo Rebelo de Sousa: “As Forças Armadas foram insuficientemente valorizadas no passado recente. Não vejo razão para considerar inconstitucional o nosso compromisso na aliança atlântica”.
Sampaio da Nóvoa: “A defesa de um país soberano é extraordinariamente importante e é uma das matrizes principais da minha carta de princípios. Essa soberania não implica que não tenhamos compromissos europeus no mundo, mas o reforço da soberania é para mim essencial.”
Maria de Belém: “Não há uma democracia forte sem instituições fortes e a instituição militar é absolutamente essencial, o seu prestigio é essencial para a saúde da nossa democracia.”
Marisa Matias: “Não era má ideia que o comandante supremo das Forças Armadas ouvisse as Forças Armadas. (…) Reconheço o extraordinário trabalho que as Forças Armadas portugueses têm feito em missões de paz fora do país. (…) Estou contra a guerra pela guerra, a guerra só alimenta mais guerra.”
Edgar Silva: “Não tenho a menor dúvida de que quando a Constituição diz que Portugal não integra blocos político-militares, sendo a NATO um bloco político-militar, estamos em clara violação da Constituição da República Portuguesa.”
Henrique Neto: “Uma das minhas grandes preocupações é a defesa da instituição Forças Armadas e essa defesa faz-se por dar às Forças Armadas uma missão que as prestigie aos olhos dos portugueses, em primeiro lugar, e aos olhos internacionais, a seguir”
Paulo Morais: “Há necessidade de muito rapidamente saber para que é que servem as Forças Armadas e se a actual composição das Forças Armadas, com sobrepeso do Exército e um esvaziamento muitas vezes da Força Aérea e da Marinha, não vai em contracorrente daquilo que é a necessidade de Portugal em termos do seu espaço internacional.”
Vitorino Silva: “Fui 'soldado Silva' e fui à inspecção no dia em que rebentou uma guerra no Kuwait. (…) Fui à tropa e gostei muito. As pessoas pensam que as Forças Armadas só servem para guerras. Andei na engenharia a abrir estradas por esse país fora. É um trabalho invisível das Forças Armadas de que não há eco”.
Jorge Sequeira: “'Olho por olho e o mundo acabará cego', disse Mahatma Gandhi. Receio que o mundo acabe cego, mas, tendo em conta este radicalismo extremo que o Estado Islâmico tem vindo a fomentar, lamentavelmente, não podemos chamá-los à mesa para conversar um bocadinho. Temos que ser solidários [com o esforço militar contra o Estado Islâmico], estamos nas Nações Unidas."
Cândido Ferreira: “Relacionei-me muito bem com as associações dos ex-militares. Garanti-lhes que, se for Presidente da República, estarei com eles a comemorar o Dia [Nacional] do Ex-combatente. (…) Um país que abdica da sua defesa é um país condenado.”
*Frases proferidas em várias intervenções públicas dos candidatos
- Noticiário das 23h
- 05 jun, 2026








