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Presidenciais 2026

"Não há nenhuma entrevista, com palavras minhas". Marcelo responde a Gouveia e Melo sobre tentativas de travar candidatura

09 nov, 2025 - 14:13 • Lara Castro , Alexandre Abrantes Neves

Confrontado com a acusação feita pelo almirante, Marcelo ressalva que não está a acusar Gouveia e Melo de mentir. “Não estou a dizer isso [que ele esteja a faltar à verdade]. Estou a dizer que eu não dei [essa entrevista].”

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Marcelo Rebelo de Sousa respondeu, este domingo, às afirmações de Henrique Gouveia e Melo, que diz ter avançado para Belém depois de ler no Expresso que o Presidente o queria reconduzir como chefe da Armada para o afastar de uma eventual candidatura presidencial.

À margem das comemorações do 51.º Aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, em Vila Viçosa, o chefe de Estado garante que nunca se pronunciou sobre questões de chefia, em entrevistas. “Não encontro nenhuma entrevista minha em que me pronuncie sobre questões de chefia das Forças Armadas”, afirmou. E acrescentou: “Não há nenhuma entrevista com palavras minhas sobre quem deve ser ou não chefe, ou sobre quem deve ser ou não candidato presidencial.”

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Confrontado com a acusação feita por Gouveia e Melo, Marcelo recusou alimentar polémicas: “Não estou a dizer isso [que ele esteja a faltar à verdade]. Estou a dizer que eu não dei [essa entrevista].”

As declarações surgem depois de Gouveia e Melo associar, no livro, a alegada intenção de recondução à chefia da Armada a uma tentativa de o dissuadir de concorrer à Presidência da República.

Greve geral foi marcada quando "procissão ainda vai no adro"

À margem das comemorações, o Presidente da República comentou ainda a greve geral marcada para 11 de dezembro, convocada pela CGTP e pela UGT, a primeira ação conjunta desde os tempos da troika. O Presidente da República deixou entender que a decisão poderá ter sido precipitada.

Em Vila Viçosa, Marcelo lembrou que a reforma laboral “ainda nem foi discutida no Parlamento” e sublinhou que o país está ainda a concluir a votação do Orçamento do Estado. O Presidente defendeu que a matéria “faz sentido ser discutida na concertação social e com os partidos”, concluindo que “a procissão ainda vai no adro”.

Questionado se considera precipitada a greve, Marcelo respondeu: “Vamos esperar por este processo, porque estamos a falar de uma realidade que ainda, provavelmente, só será discutida no Parlamento no final deste ano — ou talvez apenas no próximo.”

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  • Maria
    09 nov, 2025 Palmela 17:29
    Um trapalhao e um mentiroso!

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