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Igrejas Cristãs unidas em semana de oração

18 jan, 2021 - 07:57 • Henrique Cunha

O oitavário de oração que une milhões de pessoas de várias Igrejas arranca esta segunda-feira e prolonga-se até dia 25, tendo como ponto alto uma celebração "online", a nível nacional que vai congregar na Figueira da Foz diversos responsáveis das Igrejas em Portugal, no próximo sábado, dia 23.

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“Todos nós estamos empenhados em que de facto se cumpra a vontade de Jesus: permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos”. D. Manuel Felício, bispo da Guarda, que tem a seu cargo o ecumenismo, no âmbito da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, defende que a semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é um importante momento “para todos os discípulos de Cristo, para todas as comunidades cristãs”.

O oitavário de oração que une milhões de pessoas de várias Igrejas arranca esta segunda-feira e prolonga-se até dia 25, tendo como ponto alto uma celebração "online", a nível nacional que vai congregar na Figueira da Foz diversos responsáveis das Igrejas em Portugal, no próximo sábado, dia 23.

Em declarações à Renascença, D. Manuel Felício sublinha o simbolismo da escolha do local: “Desta vez - numa cooperação entre o departamento de ecumenismo da Igreja Católica da CEP e o Conselho Português de Igrejas Cristãs - programamos para a Figueira da Foz uma celebração ecuménica nacional. Programamos para a Figueira da Foz esta iniciativa porque, há 50 anos, na Figueira da Foz, foi criado o Centro Ecuménico da Reconciliação, que já não existe, é certo, mas que foi um grande contributo para que se pudesse desenvolver e aprofundar a relação ecuménica e foi uma instituição valorizada até a nível internacional.”

“Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos” é o tema para a reflexão desta semana. D. Manuel Felício lembra que “todos nós estamos empenhados em que de facto a vontade de Jesus se cumpra cada vez mais em todos nós discípulos de Cristo e comunidades cristãs”, e assegura que “é com este propósito que vamos procurar iniciar e viver o mais intensamente possível esta semana de oração pela unidade dos cristãos”.

O responsável na CEP pela unidade dos cristãos sublinha que “entre os católicos, há um diretório sobre o ecumenismo que aconselha e recomenda explicitamente que esta preocupação ecuménica seja de todos os dias, seja de todas as iniciativas e esteja presente inclusivamente na formação mais elementar da catequese e doutras formações da comunidade cristã”.

Por sua vez, D. Jorge Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana afirma, em declarações à Renascença, que esta semana de oração “é um relembrar do compromisso que as Igrejas e os cristãos devem ter para com o ecumenismo” e que portanto, “ o oitavário da unidade pelos cristãos que se realiza já há muitas décadas e que congrega cristãos em todo o mundo e em Portugal é um marco, é um assinalar do compromisso e desta necessidade de não só orarmos pela unidade como também de traduzir essa unidade em termos práticos e em compromissos concretos.”

O bispo da Igreja Lusitana sublinha o “facto de existir uma confiança muito reforçada entre os líderes e o povo das diversas Igrejas” um primeiro aspeto que “predispõe à unidade”. D. Jorge Pina Cabral sustenta que “a unidade dos cristãos está inscrita no cristianismo”. “Nós só nos compreenderemos e só viveremos a nossa condição de cristãos

“Portanto, a unidade é algo que faz parte do ser cristão, e o ecumenismo é uma dessas expressões da vivência dessa unidade”, conclui.

O ecumenismo é o conjunto de iniciativas e atividades tendentes a favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas. As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia; no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente e ainda no Século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra.

A semana de oração pela Unidade dos Cristãos começou a ser celebrada em 1908, por iniciativa do norte-americano Paul Wattson, um presbítero anglicano que mais tarde se converteu ao catolicismo

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