Cardeal Wyszynski, o rosto da resistência aos comunistas, vai ser beatificado na Polónia
24 abr, 2021 - 17:36 • Aura Miguel
Wyszyński foi sempre considerado um pai da nação, por nunca a ter abandonado durante o nazismo e defendido nos tempos do comunismo. Criado cardeal em 12 de janeiro de 1953 por Pio XII, foi presidente da Conferência Episcopal Polaca desde 1956 até à morte, em 1981.
"O maior pecado para um apóstolo é o medo”, escreveu o cardeal Wyszynski na prisão, “o medo de um apóstolo é o primeiro aliado dos seus inimigos”.
Perseguido pelo regime comunista, o Cardeal Wyszynski, arcebispo de Varsóvia e primaz da Polónia foi o rosto da resistência ao comunismo durante o período da Guerra Fria. Esteve preso durante três anos, por se recusar, em 1953, a punir padres ativos na resistência polaca contra o regime comunista e foi também decisivo na nomeação de Karol Wojtyla como arcebispo de Cracóvia em 1964.
Wyszyński foi sempre considerado um pai da nação, por nunca a ter abandonado durante o nazismo e defendido nos tempos do comunismo. Criado cardeal em 12 de janeiro de 1953 por Pio XII, foi presidente da Conferência Episcopal Polaca desde 1956 até à morte, em 1981.
Referência incontornável na história recente daquela nação, cardeal Wyszynski ficou também famoso quando se ajoelhou diante de João Paulo II, na missa de início de seu pontificado, e o Papa polaco o levantou e abraçou.
“A tua fé e confiança em Maria, apesar das perseguições, ajudaram-me a ser Sucessor de Pedro”, assegurou Wojtyla numa carta dirigida ao Cardeal-primaz e aos católicos polacos, logo após ter sido eleito, em outubro de 1978.
“Este Papa polaco não estaria hoje na Cátedra de Pedro, cheio de temor de Deus, mas também de confiança, se não fosse pela tua fé, que não se intimidou diante da prisão e dos sofrimentos”, escreveu João Paulo II.
Em 19 de dezembro de 2017, o Papa Francisco reconheceu suas virtudes heroicas e, em 2019, foi comprovado o milagre da cura de uma jovem com cancro na tiroide.
A data da beatificação do cardeal Stefan Wyszyński foi anunciada este sábado pelo Vaticano para o próximo dia 12 de setembro.
- Noticiário das 16h
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