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Timor-Leste

“Visita acontece num momento crucial para o nosso futuro coletivo.” Ramos-Horta pede o regresso à paz

09 set, 2024 - 13:48 • Lara Castro

Na cerimónia de boas-vindas ao Papa Francisco em Díli, Ramos-Horta descreveu a visita papal como histórica e pediu pela fraternidade humana e fim das hostilidades.

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É num "momento crucial" para Timor-Leste que o país recebe a visita do Papa Francisco. As palavras são do Presidente de Timor-Leste que falava antes de Francisco, esta segunda-feira, na cerimónia de boas-vindas ao Papa no Palácio Presidencial, em Díli. Ramos-Horta frisou ainda que esta é uma “visita histórica que ocorre num ano particularmente significativo” para o povo timorense.

No início do discurso, José Ramos-Horta relembrou as efemérides celebradas ao longo deste ano que marcaram a trajetória de Timor-Leste, o 25 de abril, os 25 anos da consulta popular, e da Força Internacional para Timor-Leste (INTERFET), e ainda dos 35 anos da visita de João Paulo II a Timor-Leste.

José Ramos-Horta deixou ainda palavras ao secretário-geral da ONU, António Guterres, destacando a sua “coragem, integridade e convicções humanitárias.”

“Celebramos os 25 anos da consulta popular - mediada e organizada pela ONU no dia 30 de agosto de 1999. Esteve entre nós o nosso estimado amigo António Guterres, que foi primeiro-ministro de Portugal no período quente e perigoso de 1999. António Guterres revelou a sua coragem e integridade e convicções humanistas e com a sua liderança diplomática contribui decisivamente para o desfecho final positivo.”

Passados 35 anos da visita papal de João Paulo II a Timor-Leste, o Presidente Ramos-Horta destacou a importância dessa visita “que colocou a causa da autodeterminação de Timor-Leste na agenda global".

A expressão “fraternidade humana” marcou o discurso de Ramos-Horta que destacou a adaptação, votada com unanimidade pelo Parlamento Nacional, da declaração da fraternidade humana - um documento assinado a 4 de fevereiro de 2019 durante a viagem apostólica do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos.

O presidente de Timor-Leste aproveitou o discurso para destacar a aprovação da inserção da disciplina de “Fraternidade Humana Moral e Ética” no currículo nacional de base do terceiro ciclo do ensino básico, “inspirada nos ensinamentos de sua santidade Papa Francisco e do Grão Imame de Al-Azhar para promoção da paz mundial e convivência harmoniosa num ambiente de diversidade social.”

“A visita de sua santidade acontece num momento crucial para o nosso futuro coletivo, não apenas no nosso país, mas também a nível global”, assinalou.

O presidente de Timor-Leste sublinhou que a visita “traz uma mensagem de paz, reconciliação, fraternidade humana e esperança, necessária num mundo cada vez mais conturbado em que a frieza dos corações substitui o diálogo e a paz.”

“Que a mensagem de sua santidade toque os corações dos homens especialmente aos líderes mundiais e regionais com grande responsabilidade para a nossa segurança comum.”

Ramos-Horta pediu o fim das hostilidades e o regresso à paz. “A nossa esperança ressoa com as vítimas dos conflitos armados em todo o mundo. Ucrânia, Palestina, Sudão, Iémen, Síria, Congo, ou na nossa região em particular no Myanmar e na Península Coreana, oremos pelo término das hostilidades e pelo regresso à paz, renovando a fé”, acrescentou.

“Lutamos contra a pobreza multidimensional, a fome, a insegurança alimentar, a subnutrição materno infantil, a violência de qualquer tipo, as diferentes formas de exclusão e marginalização social. Os recém nascidos, crianças e jovens têm direito a um mundo melhor onde poderão desenvolver o seu potencial num ambiente pacifico, digno e equilibrado”, referiu.

O Presidente timorense terminou o discurso, sublinhando a importância das palavras de Papa Francisco. “Com os ensinamentos de sua santidade Papa Francisco seremos inspirados a construir uma casa comum mais tolerante ainda, mais pacífica, inclusiva e fraterna. Suas palavras carregadas de sabedoria e paixão nos guiarão e fortalecerão em nossa jornada.”

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