27 fev, 2025 - 16:27 • Isabel Pacheco
As solenidades da Semana Santa de Braga vão contar, este ano, com um "plano B".
Depois do cancelamento das três principais procissões em 2024 devido ao mau tempo, a Arquidiocese de Braga tem um programa alternativo, em caso de chuva.
“No ano passado fomos desprevenidos, o que nos afetou a todos. Achamos que era conveniente termos sempre um plano B preparado, que passará por momentos celebrativos e evocativos de cada um dos momentos que vivemos na Semana Santa, aqui, na Sé Catedral”, anunciou, esta quinta-feira, em conferência de imprensa o presidente das solenidades da Semana Santa, o cónego Avelino Amorim, lembrando os anos da pandemia, em que a Arquidiocese recorreu à emissão online de documentários sobre cada uma das procissões.
“O plano está preparado. Mas estamos convencidos que não vai ser necessário”, rematou o sacerdote.
Em nome da sustentabilidade, a comissão organizadora da Semana Santa de Braga vai avançar, ainda, com um estudo de impacte ambiental. A ideia, explicou o Cónego Avelino Amorim, é conhecer a pegada ecológica das celebrações e que possa dar “diretivas para ter em consideração nos próximos anos”.
“Precisamos de cuidar de todos os aspetos. Esta é uma preocupação de todos e está presente, mesmo, nesta dimensão espiritual e da celebração da fé dos nossos dias”, explicou o responsável.
“Não é apenas uma questão social ou cultural ou contemporânea. O cuidado pela criação é uma das referências da vida da própria Igreja”, rematou.
O estudo de impacte ambiental será coordenado por uma empresa em colaboração com uma escola profissional de Braga e arranca este ano.
A Semana Santa decorre de 13 a 20 de abril. Em Braga, a associação comercial espera que o evento religioso se traduza em mais 20 mil dormidas, e tenha uma lotação hoteleira perto dos 100%.
O objetivo é “chegarmos a cerca de 33 mil dormidas em Braga durante a Semana Santa, o que seria muito interessante. Ou seja, esperamos uma lotação de cerca de 95%”, apontou, em conferência de imprensa, o presidente associação de comerciantes, Daniel Vilaça.
Depois da redução em 35% do impacto económico em 2024, Daniel Vilaça aumenta as expectativas para este ano e espera bater o record de retorno financeiro registado de 13 milhões de euros em 2023.
“Esperamos um impacto económico de cerca de 14 milhões de euros”, admitiu o responsável lembrando que em 2024, devido à chuva, “registou-se um pequeno decréscimo em sequência das reservas de última hora que foram canceladas”. Ainda assim, acrescentou, “mesmo com o facto da chuva no ano passado, foi realmente positivo. Este ano esperamos que, com sol, possamos superar todas as nossas expectativas”, apontou.