Fundação AIS apela à oração e solidariedade para com Myanmar
04 abr, 2025 - 11:15 • Olímpia Mairos
O último balanço das autoridades dá conta de 3.145 mortos, 4.589 feridos e 221 desaparecidos.
A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apela à oração e solidariedade por Myanmar, após o sismo devastador que provocou milhares de vítimas.
De acordo com o último balanço das autoridades, o número de mortos subiu para 3.145. A junta militar deu ainda conta de 4.589 pessoas feridas, numa altura em que 221 estão desaparecidas.
Para responder ao “angustiante pedido de socorro” da Igreja local face ao cenário de devastação e sofrimento, a Fundação AIS está a lançar em Portugal e a nível internacional um apelo por oração e solidariedade por Myanmar.
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“A cada dia que passa, a tragédia torna-se mais evidente”, diz Catarina Martins de Bettencourt, diretora do secretariado nacional da Fundação AIS, em mensagem que está a ser enviada aos benfeitores da instituição pontifícia.
Na missiva a responsável indica que escreve “com grande tristeza e preocupação”, partilhando um angustiante pedido de socorro da Igreja em Myanmar.
“O impacto devastador do recente terramoto que atingiu o centro de Myanmar no dia 28 de março deixou para trás um cenário de destruição e desespero. As cidades de Mandalay e Sagaing foram particularmente afetadas, e o sofrimento das comunidades locais é inimaginável”, sublinha a diretora nacional do secretariado da fundação pontifícia.
De acordo com Catarina Martins de Bettencourt “as equipas de resgate enfrentam enormes dificuldades devido a edifícios desmoronados, estradas intransitáveis e falhas nas comunicações, que impedem a ajuda de chegar a quem mais precisa”.
“Perante esta devastação, reafirmamos o nosso compromisso inabalável com a Igreja local, tal como temos feito desde o início do conflito armado, que há mais de quatro anos afeta o país”, escreve, acrescentando que “a Igreja em Myanmar enfrenta tanto desafios naturais como humanos, e é nossa missão estar ao seu lado neste momento de enorme sofrimento e de necessidade”.
“A esperança nasce da solidariedade e a sua oração e ajuda são a resposta a este grito de socorro”, enfatiza Catarina Martins de Bettencourt, apelando à mobilização e solidariedade dos benfeitores portugueses da Fundação AIS.
Segundo a fundação pontifícia, a comunidade católica também sofreu diretamente com o terramoto, além das perdas de vidas humanas. Citando o arcebispo de Mandalay, em declarações à Agência Fides, a AIS escreve que “alguns dos edifícios da diocese ficaram destruídos ou bastante danificados com o abalo sísmico”.
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