Vaticano
Cardeais preocupados com a polarização na Igreja
30 abr, 2025 - 17:06 • Aura Miguel, enviada especial a Roma
Os 181 cardeais presentes foram ainda informados sobre o governo do Estado do Vaticano e as iniciativas relacionadas com o Serviço da Caridade, até agora chefiado pelo cardeal e esmoler apostólico, Konrad Krajewski.
Prosseguem, no Vaticano, os encontros com intervenções livres dos cardeais sobre diversos assuntos que mais os preocupam. Na Congregação geral desta manhã, os trabalhos centrarem-se, em particular, na situação económica e financeira da Santa Sé que tem estado a vermelho nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia e após os mais recentes escândalos financeiros (um dos quais levou mesmo ao afastamento do cardeal Angelo Becciu, por ter sido condenado por fraude).
Para esclarecer o Colégio cardinalício, falaram esta manhã o cardeal Reinhard Marx, Coordenador do Conselho para a Economia e também os cardeais Kevin Farrell, Presidente del Comité para os investimentos (e actual Camerlengo), Christoph Schönborn, Presidente della Comissão de vigilância do IOR (mais conhecido como Banco do Vaticano). Os 181 cardeais presentes foram ainda informados sobre o governo do Estado do Vaticano e as iniciativas relacionadas com o Serviço da Caridade, até agora chefiado pelo cardeal e esmoler apostólico, Konrad Krajewski.
Vaticano
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O texto dos cardeais acrescenta ainda que “diante (...)
Entre as 14 intervenções livres, houve referências “ao sofrimento causado pela polarização dentro da Igreja e pelas divisões na sociedade". A Sala de Imprensa da Santa Sé refere ainda que "o valor da sinodalidade, vivida em estreita ligação com a colegialidade episcopal e como expressão de co-responsabilidade diferenciada, foi várias vezes recordado”.
É bem haver cardeais novos e velhos
Do encontro desta manhã, saiu também um sugestivo apelo do Colégio cardinalício, dirigido a todo o povo de Deus, pedindo orações, “face à grandeza desta iminente tarefa e das urgências do tempo presente”.
Na missa exequial por alma de Francisco, celebrada esta tarde, na Basílica de São Pedro, o Cardeal argentino Leonardo Sandri, vice-decano do Colégio cardinalício, lembrou a todos que “reinar é servir” e que o título do Papa é, desde sempre, “Servo dos servos de Deus”.
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A partir do exemplo de Francisco, que cumpriu a sua missão em lugares de sofrimento e se ajoelhou beijando os pés dos líderes do Sudão do Sul, implorando o dom da paz, Sandri comparou a força deste gesto “para muitos escandaloso mas fortemente evangélico, comparável ao que fez Paulo VI, há 50 anos na Capela Sistina, ajoelhando-se para beijar os pés do Metropolita da Calcedónia”.
Por fim, o cardeal Sandri sublinhou que a diversidade de idades do actual Colégio cardinalício, composto por jovens e velhos, é uma grande riqueza, como sempre proclamou o Papa Francisco: “Não há futuro sem este encontro entre idosos e jovens; não se cresce sem raízes” Com efeito, neste Conclave, o cardeal mais novo tem 45 anos (ucraniano Mykola Byčok) e o mais idoso tem 79 anos (espanhol Carlos Osoro Sierra).
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