AIS. Novo Papa “é missionário, e os missionários são pessoas especiais”
09 mai, 2025 - 16:51 • Ângela Roque
Em Roma para um encontro internacional da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, Catarina Martins Bettencourt correu para a praça de São Pedro assim que soube da eleição do novo Papa. À Renascença conta que Leão XIV conhece bem o trabalho da instituição, porque recebeu apoio da AIS quando era bispo no Perú.
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À hora em que saía fumo branco da chaminé instalada na Basílica de S. Pedro, em Roma, muitos dos participantes do encontro internacional da Fundação AIS participavam numa eucaristia, em Roma. “Soubemos da eleição do novo Papa no meio de uma Missa. Foi muito emocionante!”, diz à Renascença.
“Estamos num encontro internacional da Fundação AIS, com mais de mil pessoas, benfeitores de todo o mundo. Estávamos numa Missa, já no fim, e estávamos a ouvir testemunhos de um bispo greco-melquita, de Alepo (Síria), e foi ele que disse a todos 'temos fogo branco, temos Papa!'. Foi muito emocionante!”, conta.
Assim que puderam dirigiram-se logo para a Praça de São Pedro, “como milhares e milhares de outras pessoas. Foi muito bonito, porque estavam todas as pessoas muito satisfeitas, tudo sereno, mas muito emocionados, e com muita vontade de ouvir as primeiras palavras do novo Papa”.
Catarina Martins Bettencourt sentiu em todos “uma alegria genuína”, e apesar da escolha dos cardeais ter sido uma surpresa, à medida que vai sabendo mais sobre o novo Papa, aumenta a esperança na sua ação. “Com tudo o que tenho vindo a ler, estou convicta de que possam ser tempos bons de esperança, e que é uma mensagem de paz, de justiça social, que este Papa nos quer dar”.
Para a responsável pela AIS em Portugal, é muito relevante o novo Papa ser dos Monfortinos, e revela que quando Prevost foi bispo de uma diocese peruana, recebeu ajuda da Fundação.
“O interessante é que ele recebeu o apoio da Ajuda à Igreja que Sofre, quando estava no Perú, essencialmente apoio para a sobrevivência dos sacerdotes que tinha a seu cargo, e também para a parte da formação de seminaristas, de padres, de religiosos. Portanto, é uma pessoa que já nos conhece”, conta.
Essa experiência de vida pode ajudá-lo no atual contexto internacional tão difícil. “O facto de ter sido missionário também lhe dá outro background, outra forma de estar na vida. Ter tido esta experiência de viver na América Latina é também um sinal muito positivo. Porque os missionários são pessoas especiais. Tenho visto isso, nos vários missionários que se foram cruzando na minha vida até agora, são pessoas, de facto, especiais, com uma vivência diferente de um bispo que está na sua diocese".
"O missionário é a pessoa que vai para outro país, numa entrega total, com vontade de perceber o outro e de se integrar. Penso que isso vai ser muito importante neste momento, em que precisamos, de facto, de paz para o mundo, mas precisamos, primeiro que tudo, de conseguir ouvir-nos e dialogarmos uns com os outros. E eu penso que este Papa vai conseguir fazer isso pela sua experiência de vida. Eu tenho esperança nisso, pelo menos!”, sublinha ainda Catarina Martins Bettencourt.
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