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Peregrinação aniversária de maio

Cardeal Jaime Spengler alerta em Fátima: “Vivemos numa sociedade marcada pelo medo"

13 mai, 2025 - 11:50 • Henrique Cunha

Cardeal brasileiro chamou a atenção para diferentes medos que tolhem as sociedades. O arcebispo brasileiro de Porto Alegre falou do "medo das guerras" e também do "medo uns dos outros".

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O cardeal brasileiro Jaime Spengler disse esta terça-feira em Fátia que "vivemos numa sociedade marcada pelo medo".

"Medo de guerras, medo de migrantes, medo de não conseguir levar a termo a vida assumida, medo de cair doente, medo de morrer, medo uns dos outros”, exemplificou o arcebispo de Porto Alegre durante a homília da missa da Peregrinação Internacional Aniversária deste 13 de maio, pontuada pela chuva.

D. Jaime Spengler, que participou no Conclave que elegeu Leão XIV, falou também da necessiade de “ouvir a Palavra e pô-la em prática”, sobretudo “nestes tempos delicados, tensos, difíceis que vivemos”.

“São tempos em que alguns só pensam em si. Tempos de autoritarismos de várias matizes. Tempos em que a Casa Comum clama por cuidado. Tempo carente de abertura para o outro e para a solidariedade. Tempo carente de esperança”, sublinhou.

O arcebispo de Porto Alegre insistiu no apelo à esperança e, recorrendo ao lema do Jubileu - “Peregrinos de Esperança” -, voltou o olhar para a “Esperança que para nós é o Filho enviado por Deus, nascido de mulher”, sublinhando que a “nossa veneração e devoção a Maria não é um capricho religioso; é, antes, uma exigência de nossa vida cristã”.

“Nós, aqui, mesmo debaixo de chuva como ‘Peregrinos de Esperança’ nos dirigimos a Maria e clamamos: 'Esperança nossa, salve!'”, prosseguiu.

O cardeal brasileiro terminou a sua homilia interagindo com a multidão de 200 mil peregrinos, instando-os a cantar com toda a Igreja: “Ave, ave, ave Maria! Ave, ave, ave Maria.”

Na primeira Peregrinação Internacional Aniversária do ano, no Santuário de Fátima, participaram na eucaristia três cardeais, 27 bispos, 282 padres e 14 diáconos.

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  • António Costa
    14 mai, 2025 porto 07:30
    O medo é uma progressão aritmética, para amar é preciso trabalhar, trabalhar éceder tempo de vida a outro. A besta tem todo o poder para impedir iniciar esse passo e usa- o com mestria. Mas nesse equilibrio entre o faço e não faço, se acaso cair para o faço todo o seu poder se desmantela. Pois de mais vive o homem que não de pão, esse pão alimenta, é o pão da vida. Quem não come desse pão vive carregando dias passando fome, come de tudo e nada o saceia, sabe que vive preguiçando e tem medo das consequências.

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