Irmandades e confrarias "são o motor da evangelização”
15 mai, 2025 - 10:52 • Henrique Cunha
No fim de semana do Jubileu das Confrarias e Irmandades, o Padre Vitor Ramos, autor de um livro sobre estas associações de fiéis, considera-as “o motor da piedade popular, o motor da evangelização”.
No momento em que se aproxima o Jubileu das Confrarias e Irmandades, marcado para o fim de semana, em Roma, o padre Vitor Ramos, autor de um livro sobre estas associações de fiéis, considera que elas são “o motor da piedade popular” a que a hierarquia da Igreja dá uma atenção especial “para que continuem a sua missão e para que sejam revitalizadas”.
“A celebração deste Jubileu dedicado às irmandades e confrarias tem um significado muito especial”, diz o sacerdote em entrevista à Renascença.
Nestas declarações a partir de Roma, o sacerdote da diocese do Porto diz que as Irmandades e Confrarias “são escolas de fraternidade” e assegura que “não há vida cristã sem vida de comunidade, sem vida fraterna”, pois “as Irmandades e Confrarias, em primeiro lugar, são isso mesmo”.
“Só depois disso é que vem a sua missão de promoção do culto publico, de promoção de fins apostólicos, de prática da caridade. E esse é o tripé da vida cristã, também”, acrescenta.
Para o padre Vitor Ramos, a revitalização das irmandades e confrarias “é fundamental para o futuro da fé na Europa e também de outros contextos fora da Europa”, até porque “são também laboratórios do diálogo da Igreja com o mundo”.
“Num mundo secularizado, numa Europa cada vez mais esquecida das suas raízes cristãs, estas associações de leigos, estas escolas verdadeiramente sinodais são também laboratório do diálogo da igreja com o mundo porque normalmente englobam muita gente de vários âmbitos da sociedade, de vários âmbitos sociais, de vários âmbitos profissionais e que se unem para a concretização e para a persecução de uma determinada missão”, reforça.
D. Rino Fisichella apresenta livro
Este Jubileu que deverá juntar no Vaticano Confrarias e Irmandades de toda a Europa conta também com a apresentação da obra "As Confrarias e Irmandades no Direito Particular Português. História, Direito e Missão", da autoria do padre Vítor Ramos.
O livro vai ser apresentado na segunda-feira, no Pontifício Colégio Português, em Roma, por D. Rino Fisichella, Pró-Perfeito do Dicastério para a Evangelização, que prefaciou a obra.
“é uma dupla alegria poder participar no Jubileu das Irmandades e Confrarias e dentro do jubileu apresentar o meu livro sobre as Confrarias e Irmandades no Direito Particular Português”, assume Vitor Ramos
“D. Rino Fisichella fez o prefácio do livro e disponibilizou-se para, se houvesse uma apresentação em Roma, ele próprio apresentar e, portanto, é uma alegria dobrada poder fazer aqui, na Cidade Eterna, a apresentação do meu livro”, sublinha.
No prefácio, D. Rino Fisichella escreve que a história das confrarias é, de facto, “longa e nem sempre linear”.
“Hoje é-lhes pedido que retomem a sua identidade histórica e cultural para a adaptar às necessidades atuais e nisto podem ser ajudadas e apoiadas pela comunidade cristã."
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