Dia dos Irmãos
Mensagem para o Dia dos Irmãos. “Não ter um irmão ao nosso lado é pobreza e solidão”
27 mai, 2025 - 11:40 • Henrique Cunha
Comissão Episcopal do Laicado e Familia publicou mensagem para o Dia dos Irmãos, onde sublinha a importância de se valorizar "cuidar e conservar os laços fraternos" , porque "o amor de irmãos não se explica; vive-se, sente-se e partilha-se".
Na sua mensagem para o Dia dos Irmãos 2025, que se assinala no próximo dia 31 de maio, a Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF) admite que, “numa sociedade com muitos filhos únicos, pode ser difícil para alguns perceber a realidade do amor entre irmãos, que é sempre uma mais-valia na vida de alguém”. E afirma que “em certos momentos da vida não ter um irmão ao nosso lado é pobreza e porventura solidão, pois o irmão é alguém com que se partilham as alegrias, mas também a tristeza e a dor, afinal momentos únicos!”. “Estas experiências vividas desde a infância preparam-nos para sã e fraternal convivência com todos os que no dia a dia das nossas vidas fazem acontecer a cidadania comprometida na construção de um Mundo Fraterno e Justo”, assinala a mensagem enviada à Renascença.
O texto da CELF diz que o dia dos irmãos “é para festejarmos, homenagearmos e, sobretudo, para agradecermos aos nossos irmãos tudo o que partilhamos na peregrinação da vida! Um dia para reviver e amadurecer os laços que nos unem aos nossos irmãos e irmãs. Uma forma de celebrar os mais próximos, aqueles com quem nos descobrimos e crescemos em família”.
A mensagem sublinha a importância de “cuidar e conservar os nossos laços fraternos, sobretudo quando vivemos tempos condicionados pela pressa e pela superficialidade”, e sustenta que “ser irmão e ter irmãos é uma experiência que tem sabor e traz uma sabedoria que só quem vive, pode partilhar”.
“Mais do que amizade, o amor de irmãos é uma experiência única e diferente em cada pessoa e em cada família. Amor de irmãos não se explica, vive-se, sente-se e partilha-se”, acrescenta.
Por isso o Dia dos Irmãos “convida-nos a alargar a tenda dos nossos corações a todos os seres humanos, homens e mulheres que habitamos e partilhamos a ‘Casa Comum’”.
A nota evoca o Papa Leão XIV que iniciou o seu Pontificado com palavras de compromisso face à construção da Paz Universal: «a paz esteja convosco», para manifestar o desejo de que “seria bom que esta saudação, chegasse ao coração de todos, alcançasse as nossas famílias e todas as pessoas, onde quer que estejam, todos os povos, toda a terra”.
E termina com uma interrogação: “Face a esta interpelação de Leão XIV ninguém pode responder como Caim: “O que tenho eu a ver com o meu irmão?” ou “Por acaso sou guarda do meu irmão?” .
- Noticiário das 7h
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