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Vaticano

Papa pede aos políticos a coragem de não trair a verdade

21 jun, 2025 - 12:00 • Aura Miguel

Fundamental, para Leão XIV, é também que os governantes saibam responder ao desafio da inteligência artificial

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Leão XIV pediu aos deputados e governantes que projetem a sua ação política de olhos postos no exemplo de São Tomás Moro, “mártir da liberdade e do primado da consciência”.

Provenientes de 68 países, para participar no jubileu dos governantes, estes responsáveis políticos receberam indicações do Papa para cumprir a sua tarefa de“ tutelar o bem a comunidade”.

Leão XIV sublinhou a responsabilidade dos governantes em promover uma efetiva liberdade religiosa e adotar medidas que superem “a inaceitável desproporção entre a riqueza possuída por poucos e uma pobreza desmesurada”, cujo desequilíbrio gera situações de permanente injustiça que facilmente conduzem à violência e, mais tarde ou mais cedo, ao drama das guerras.

Fundamental, para Leão XIV, é também que os governantes saibam responder ao desafio da inteligência artificial. “Trata-se de um desenvolvimento de grande ajuda para a sociedade, desde que a sua utilização não leve a minar a identidade e a dignidade da pessoa humana e as suas liberdades fundamentais”, alertou. “Não nos podemos esquecer que a inteligência artificial tem a função de ser uma ferramenta para o bem do ser humano, não para o menosprezar ou definir a sua derrota”.

O Papa pediu aos governantes “muita atenção e um olhar perspicaz para o futuro, capaz de projetar, mesmo no contexto de novos cenários, estilos de vida saudáveis, justos e seguros, sobretudo para as gerações mais jovens”. É que a vida pessoal “vale muito mais do que um algoritmo e as relações sociais exigem espaços humanos muito superiores aos esquemas limitados que qualquer máquina sem alma possa pré-conceber”, sublinhou

Por fim, Leão XIV apontou, como fonte de inspiração para os políticos, Sir Thomas More que, “por força da sua fé, interpretou a política, não como profissão mas como missão para o crescimento da verdade e do bem”. E acrescentou: “A coragem com que não hesitou em sacrificar a sua vida para não trair a verdade, torna-o ainda hoje, um mártir das liberdade e do primado da consciência. Possa o seu exemplo ser também, para cada um de vós, fonte de inspiração e de orientação”.

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