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Vaticano

Leão XIV. Comunidade internacional tem a responsabilidade moral de “travar a tragédia da guerra"

22 jun, 2025 - 12:33 • Aura Miguel

“Hoje, mais do que nunca, a humanidade grita e invoca a paz. É um grito que exige responsabilidade e razão e não deve ser sufocado pelo fragor das armas”, afirmou o Papa.

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Preocupado com o sofrimento das populações em guerra, o Papa alertou este domingo para os riscos de um “abismo irreparável” e apelou à “responsabilidade e razão” dos responsáveis.

“Sucedem-se notícias alarmantes do Médio Oriente, sobretudo, do Irão. Neste cenário dramático que inclui Israel e a Palestina, o sofrimento diário da população corre o risco de ser esquecido, sobretudo em Gaza e nos outros territórios onde a urgência de um apoio humanitário adequado se torna cada vez mais premente”, disse Leão XIV no final da oração do Angelus.

“Hoje, mais do que nunca, a humanidade grita e invoca a paz. É um grito que exige responsabilidade e razão e não deve ser sufocado pelo fragor das armas, nem por palavras retóricas que incitam ao conflito”, afirmou. O Santo Padre insistiu que cada membro da comunidade internacional tem a responsabilidade moral de “travar a tragédia da guerra, antes que ela se torne um abismo irreparável”.

Ao dirigir-se aos fiéis na Praça de São Pedro, Leão XIV sublinhou que não existem conflitos distantes quando está em causa a dignidade humana. “A guerra não resolve os problemas mas amplia-os e produz feridas profundas na história dos povos que demoram gerações a cicatrizar. Nenhuma vitória armada poderá compensar a dor das mães, o medo das crianças, o futuro roubado”, acrescentou. Por fim, o Papa pediu “que a diplomacia faça silenciar as armas, que as nações tracem o seu futuro com obras de paz, não com a violência e conflitos sangrentos”

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